Que se dane o Universo!

Aí que eu adoro uma frase motivacional, um convite para aprender com a dor, mas tem dias que é libertador e alivia muito mais, você soltar um:

“Que se foda essa porra toda. Que se dane o Universo, a gratidão, o sol….”.

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E sabe o que? Está tudo bem. Ninguém é perfeito. Nem você.

Quando grandes pensadores falam sobre aceitação, também quer dizer que você deve aceitar seus momentos inglórios. Até os caras mais fodásticos tiveram os seus dias ruins, seus questionamentos. Garanto que aquele guru zen que você segue também acorda com o pé esquerdo. Até a Monja Cohen, aquele doce de pessoa, já disse numa imersão que fiz, que também sente raiva.

E aí nesses dias, você xinga, fala palavrão, mas depois passa…

E no dia seguinte, você recomeça o seu exercício de ser uma pessoa zen, grata, bacana…

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Amor Foda

Amor Foda

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Quem não fuxica a vida alheia, que atire o primeiro Iphone conectado no Instagram.

Deixemos de hipocrisias, demagogias, mensagens prontas do Google e citações de autores que você nunca leu. Sejamos reais e conscientes. Quem está nas redes sociais, é pra se molhar.

Aí que eu estava entediada, correndo o feed de publicações, quando me deparei com uma sequência de imagens de casais mega apaixonados. Viajando para lugares exóticos. Vestindo roupas complicadas. Maquiados, filtrados, photoshopados, posados. De certo, cheirosos. Sorrindo. Felizes. As legendas, então. E óbvio que, diferentona como sou, crítica mal amada, do contra, erva venenosa, chata, intelectualzinha, me coloquei a refletir: da onde vem todo esse amor? Porque aqui em casa não é assim…haha.

É claro que o início florido faz parte do jogo. Namoro, noivado, lua de mel, os primeiros dois anos de casados, devem mesmo ser fluídos, gostosos… É claro que não é porque não se postam, que não existam também os dias ruins. A grande questão é sobreviver depois do início florido e não comparar o seu longo relacionamento com o início florido alheio. Ou achar que os outros não tem problemas, porque olha, de todos os casais que conheço, que esbarro nas publicações, sei de questões, de brigas…

Então, que resolvi escrever sobre o que considero um Amor Foda. E antes que alguém questione quem sou eu para discorrer sobre o assunto, já antecipo que não acredito e nem me considero especialista em relacionamentos. Até porque não acredito em fórmulas prontas e aprendo no dia a dia, ao viver o meu. Mas, como alguém que muito lê, muito observa e muito reflete, posso garantir que é muito fácil amar quando tudo vai bem. Você nem precisa concordar comigo, mas aqui vai o que eu, Juliana, acredito ser um Amor Foda.

Amor Foda, penso ser o que surge depois que as máscaras caem, as luzes se acendem e as portas dos banheiros são abertas. É o que se mantém no dia a dia, na rotina, com as divergências, depois de noites sem dormir, na pressão, quando não há nem tempo para discutir, no café com leite.

Amor Foda é aquele que sobrevive ao acordar sem bom dia, à falta de grana, à conversas sobre dinheiro, à privações, consensos, à ter que ceder para não explodir. Amor Foda é aquele que resiste à dificuldade de ter filhos, à escolha por não ter filhos e à chegada dos filhos. Aliás, quem faz filho para segurar o outro é a pessoa mais burra do mundo, porque filho desune o casal, o Amor Foda é o que mantém a relação.

Amor Foda é aquele que resiste às insatisfações, à vontade de bater no outro quando acabam os argumentos, ao desejo de ir embora quando as dificuldades se tornam latentes. É o que resiste aos recomeços, à necessidade de perdoar fraquezas e o que resiste ao tempo, mas com qualidade. Porque tem muitos casais completando bodas preciosas, mas que nem se olham mais.

Amor Foda é o que consegue enxergar a beleza do outro sem maquiagem, roupas bonitas e nos momentos ruins. É o que apoia mesmo sem concordar e o que respeita mesmo sem entender.

Considero um Amor Foda, aquele que ainda é amor depois que passa o início florido. É aquele que compreende que as flores fazem parte, mas que não estarão colorindo todos os dias. E que tudo bem.

O resto ainda é amor inocente. Amor que ainda não foi colocado à prova. Amor que poderá ser Foda se aguentar os altos e baixos, a saúde e a doença e ainda se mostrar presente para além dos sorrisos postados nas redes sociais.

E se tudo fosse perfeito?

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E se tudo fosse perfeito?
E se não existissem discordâncias, desentendimentos e desequilíbrios?
E se não existissem dias ruins, tristezas e angústias?
E se os relacionamentos fossem sempre tranquilos, sem obstáculos e sem discussões?
E se sempre conseguíssemos trabalhar com o que amamos, recebêssemos bons salários e supríssemos nossos desejos?
E se não sentíssemos medo, raiva e insegurança?
E se não tivéssemos questões com a nossa família e se não nos decepcionássemos com os nossos amigos?
E se a culpa fosse sempre do outro e não tivéssemos responsabilidade sobre nossa existência?
E se tudo fosse perfeito?

Gosto muito de uma boa dose de otimismo, de acreditar que ser feliz é questão de escolha, que precisamos aceitar (não se acomodar) as condições que a vida nos traz, mas também gosto muito da ideia de que são as inconstâncias e as insatisfações que fazem a roda da vida girar, que são os altos e baixos que nos mantém vivos. Pense comigo, se tudo fosse perfeito, equilibrado e resolvido, não buscaríamos evoluir, não aprenderíamos lições importantes durante o caminho, não nos transformaríamos e nem teríamos gana por viver. Se tudo fosse perfeito, não haveria pelo que lutar, pelo que sonhar e pelo que buscar. Não haveria histórias a serem contadas, superações a serem compartilhadas e vontade de também fazer diferente.

Tem dias que dá preguiça das imperfeições. Dá preguiça de precisar lidar com problemas, de se relacionar com o outro e o mais complexo, de se enxergar no outro e saber o que fazer com essa incomodação. Mas que nesse ano, encarar o desafio dos desequilíbrios seja um dos nossos exercícios e ferramenta para melhorarmos como pessoa.

Como diz a master coach Paula Abreu: Antes feito do que perfeito!

10 ATITUDES QUE PODEM MUDAR O SEU ANO

Repostando esse texto do ano passado, mas super válido.

Confesso que não gosto muito de texto em tópicos, mas como ao mesmo tempo, sou um tanto metódica e como adoro fazer listas no meu dia a dia, resolvi experimentar e inaugurar minhas colaborações desse ano com um post assim.
​Sei que a essa altura, você já deve estar cansado de ler sobre atitudes positivas para fazer de 2016 o melhor ano da sua vida, mas como ainda estamos em janeiro e como eu garanto que você ainda nem cortou o refrigerante da sua alimentação, como se prometeu há alguns dias atrás, resolvi arriscar e compartilhar também as atitudes que venho tomando para fazer desse meu ano, no mínimo, diferente dos outros.

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1 – ESCREVA SUAS METAS E OBJETIVOS PARA 2015
​Fiz ali em cima uma brincadeira com a questão do refrigerante, porque sei que essa promessa é um tanto comum, mas se você realmente deseja não tomar mais refrigerante a partir de agora, escreva essa meta. Pesquisas comprovam que quando você utiliza a ferramenta da ancoragem, que nada mais é do que você amarrar seus objetivos a imagens ou frases que fiquem à vista, a chance de você alcança-los aumenta consideravelmente.

2 – ABRA ESPAÇO PARA O NOVO
​Pense que você tem um armário com três gavetas atulhadas de coisas. São papéis velhos, roupas, cacarecos e outras quinquilharias. Aí um dia você decide investir em novos materiais, numa roupa mais bacana, mas quando vai guardar as novas aquisições, não encontra espaço livre. Agora traga esse exemplo para a sua vida. Como você vai receber aquilo que é novo, se sua mente e sua alma estão cheias daquilo que você não precisa mais? Antes de fazer mais cursos, de ler mais livros, abra espaço dentro de você para que o novo possa entrar e se acomodar.

3 – APRENDA A ESCOLHER
​Quantas frases de efeito do Facebook falam sobre como somos o que escolhemos? Mas o quanto você, de verdade, acredita nisso? Sim, somos mais do que feitos das nossas escolhas. Somos as roupas que vestimos, aquilo que falamos, o que escolhemos comer. Então, aproveite essa época propícia para recomeços e aprenda a fazer escolhas que tenham relação com a pessoa que você deseja ser.

4 – SINTA-SE GRATO
​E aqui eu não falo em agradecer ao caixa do supermercado ou a alguém que lhe faz um favor. Sinta gratidão, que é um movimento muito mais intenso e solitário. Compreenda que sem outras pessoas e sem algumas circunstâncias da vida, você não estaria aqui hoje lendo esse texto.

5 – ELABORE A SUA RAIVA
​Até onde eu sei todos nós, em algum momento, sentiremos raiva em 2015. Assim, procure entender da onde vem a sua. A raiva pode sim ser uma ótima impulsionadora, desde que você compreenda de onde e porque ela surgiu. Não basta apenas extravasa-la praticando box ou correndo. É preciso que você a elabore. Se precisar de ajuda, quem sabe você não inicia um processo terapêutico?

6 – CUIDE DO SEU TEMPLO
​Sim, essa é super batida, mas você já pensou a fundo em como é fundamental cuidar da máquina que carrega você todos os dias? Ouvi no ano passado a seguinte pergunta: “Se você não cuidar do seu corpo, aonde morará no futuro?”. Sempre me imagino alcançando todos os meus objetivos pessoais e profissionais no futuro, mas tomei consciência que se eu não cuidar hoje do meu corpo e da minha saúde, como poderei colher tudo o que estou plantando? Portanto, pode parecer clichê ou o que for, mas essa é uma atitude fundamental para que todas as outras nove possam produzir efeitos, também.

7 – MAIS AÇÃO E MENOS BLÁ BLÁ BLÁ
​Ok, você elaborou sua lista de metas, contou para todos os amigos seus planos para 2016, vem se sentindo inspirado e cheio de ideias. Agora é hora de agir em direção ao alcance das suas metas. Você já pensou que ideias todos podem ter a qualquer momento? Basta que você tenha um cérebro e um minuto disponível para que uma super, hiper, mega ideia brote da sua cabecinha, mas quantas pessoas ficam apenas nesse simples campo das ideias? Mais ação e menos blá blá blá!

8 – ESTRANHE O FAMILIAR
​Não adianta você almejar mudanças e continuar vendo as coisas do mesmo jeito. Exercite questionar tudo o que lhe é familiar? Imagine que você voltou a ser aquela criança questionadora e se encha de porquês. Por que você age dessa forma quando alguém lhe interrompe? Por que você sempre chega atrasados nos seus compromissos? Estranhe o que lhe é familiar e se possível, familiarize-se com o que, a princípio, pode lhe parecer um tanto estranho.

9 – REVEJA SUAS CRENÇAS
​Se você realmente deseja uma mudança profunda, comece pelos pilares que sustentam você: as suas crenças, que são todas as verdades nas quais você acredita na vida. Crescemos ouvindo que somos ansiosos, egoístas, teimosos, mas será mesmo que somos todas essas coisas? Repense as suas porque será difícil você mudar se continuar acreditando, por exemplo, que nada na sua vida dá certo e que você nunca termina aquilo que começa.

10 – RESPIRE
​Sim, eu sei que todos respiram o dia todo, todos os dias, mas você já prestou atenção na sua respiração? Respirar melhor pode ajudar a melhorar a sua qualidade de vida, não ter dor e é gratuito! Fora que ainda te ajuda a adquirir mais autocontrole diante das adversidades que aparecerão pelos próximos trezentos e poucos dias. Experimente e se você se interessar pelo assunto, existem milhares de vídeos na internet te ensinando a como usufruir com qualidade e totalidade do seu aparelho respiratório.
​Talvez nem todas essas atitudes caibam na sua vida e nos seus propósitos, mas espero que, pelo menos, algumas delas, possam ser incorporadas nos próximos dias. Vamos fazer diferente para que dezembro não chegue com aquela sensação de que tudo continuou igual!
​ Novos hábitos para novos começos!

Bem vindo, 2016!

 

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Na vida fazemos escolhas. Mesmo que inconscientemente, estamos escolhendo o tempo todo. E a cada escolha, existe também uma renúncia. Por vezes, esquecemos dessa lógica e queremos tudo ao mesmo tempo. Só que não dá. E é sobre isso que eu venho falar nesse primeiro texto de 2016.

        Em 2013, senti que gostaria de ter meu segundo filho. O primeiro já estava com 3 anos e algo dentro de mim, manifestava-se na intenção de ter mais um. Então, decidi ir ao médico para realizar alguns exames. Foi quando descobri uma esteatose hepática (gordura no fígado). Nada demais, mas precisava fazer um tratamento para elimina-la e decidi focar nisso antes de engravidar. O tratamento durou quase um ano e em junho de 2015 eu já estava pronta para engravidar. Logo na primeira tentativa, aconteceu e eu comecei a programar a minha vida para a chegada desse bebê.

        Como eu já era mãe e conhecia das demandas de um bebê e como me proponho a amamentar em livre demanda no primeiro ano, sabia que precisaria dar uma pausa em algumas áreas da minha vida e me preparei para trancar o curso de Psicologia durante todo o ano de 2015. Seria mãe em tempo integral. Teria ajuda para os outros serviços, mas ficaria em casa atendendo às necessidades dos meus dois meninos.

        Contando assim, nem parece que 2015 já acabou e eu já cumpri esse meu objetivo. De janeiro a março, até o nascimento do meu segundo filho, José Antônio, fiquei em casa cuidando do meu filho mais velho e me preparando para meu tão sonhado parto normal. Até escrevi um pouco, mas na maioria do tempo, cuidava da minha alimentação (desenvolvi diabetes gestacional), da preparação do meu corpo para o parto e dos preparativos para a chegada do meu bebê. A partir do nascimento, imergi totalmente na maternidade. Até pratiquei alguns exercícios físicos, ensaiei um retorno ao Yôga, escrevi nas redes sociais, mas não consegui assumir nenhum compromisso e nem escrever com prazos fixos. Como eu mencionei lá no começo, desejava me dedicar à duas áreas importantes para mim, a maternidade latente desses primeiros meses e a construção da minha carreira profissional, mas não adiantou apenas desejar. Quando eu escolhi estar presente nesse primeiro ano de vida do meu bebê (que agora está com 9 meses), automaticamente renunciei ao blog, ao meu livro…quando eu não estava com ele, estava cuidando um pouco de mim.

        Claro que não foi tão fluída essa renúncia. Antes de engravidar, eu vinha num ritmo intenso de autoconhecimento e produção. Estava cursando Psicologia há dois anos, vinha lendo, escrevendo muito, fazendo cursos (me formei coaching durante a gestação) e de repente, minhas únicas tarefas do dia eram dar mamá, trocar fralda, compreender choros, dar atenção ao outro filho, fazer supermercado… Meu puerpério foi difícil, desafiador e ainda estou me encontrando em meio a tantas novas e dobradas demandas.

        Tudo isso para dizer que a partir de agora, sinto que estou pronta para retomar um pedaço da minha vida, de volta. Meu bebê já está mais independente, mamando menos, estou me preparando para retornar à faculdade, terei algumas horas em algumas tardes para escrever, estudar… Parece que um ciclo se concluiu e eu me sinto madura para seguir. Claro que o exercício da maternidade é ad infinitum e meus filhos ainda precisarão muito de mim. Claro que ainda serei mãe de dois, sendo um bebê, e eu ainda não aparecerei aqui com a frequência que gostaria. Minha rotina diária em 2016 será uma maluquice, me desdobrarei em mil para dar conta de tudo, mas saber que terei mais tempo para suprir as minhas necessidades intelectuais, me acalma e me deixa feliz.

        E retorno com casa nova, já que no ano passado decidi migrar do meu antigo blog (Psicologando) para esse espaço aqui. Como expliquei na época, queria escrever sobre assuntos variados e sentia que aquele título me limitava um pouco.

        Enfim, estou super satisfeita com essa etapa concluída e abrindo espaço para a Juliana criativa retornar. Aguardem novos textos, novas reflexões e novos conteúdos.

        Bem vindo, 2016.