Sobre meu “work/life experience”

(Já aviso que o texto ficou longo. Era para ser uma postagem de rede social e virou esse mega texto/lembrança/relato da época em que morei fora).

Há pouco mais de 10 anos, eu morei por quase 4 meses na Califórnia. Sempre quis viver essa experiência e com 19 anos, corri sozinha atrás das informações para concretizar esse sonho. Claro que meus pais me proporcionaram os recursos financeiros, mas eu que fui na empresa, juntei toda papelada, escolhi a cidade para onde iria… Para onde eu iria?

Hoje não lembro exatamente como escolhi Running Springs, uma mini cidade na Califórnia. Talvez pelo nome fofo, ou pelo fato de ela não existir em alguns mapas, mas foi para lá que eu decidi ir. Na primeira entrevista, em São Paulo, com as responsáveis pela estação de esqui aonde trabalharia, meu santo bateu com uma delas e eu mal sabia que ela faria super parte da minha vida.

Assim, em dezembro de 2005, embarcaria para uma viagem que mudaria para sempre a minha vida. Fui totalmente sozinha, mas lá fiz amigos da minha cidade de origem. Além de trabalhar, morei na casa da família daquela responsável pela estação, a Bonnie. Para o bem e para o mal, aprendi muito com essa vivência. Até hoje mantenho contato com eles (recebi pelo correio até o convite de casamento de um dos meus irmãos) e pretendo voltar lá no ano que vem.

E por que lembrei disso agora? Porque cada vez que chega o frio, bate uma nostalgia daquela fase. Running Springs fica nas montanhas (ah, as montanhas) e eu convivi com a neve por quase todo o período em que estive lá. Lógico que apesar de amar o frio, sofri um pouco com ele, mas acordava de boa às 4 da manhã para lavar e secar meu cabelo (hábito que é quase vital para mim) e sair para trabalhar quando ainda estava escuro.

Logo que cheguei nas montanhas, fiquei muito doente. MUITO doente. Era uma gripe fortíssima, que não passava de jeito nenhum. Acho que aquele foi um dos maiores desafios da minha vida. Eu tinha acabado de chegar num lugar totalmente desconhecido, do outro lado do mundo e precisei da ajuda de muitas pessoas. Enquanto todos iam trabalhar, eu ficava sozinha em casa, deitada na cama ou dormindo (meu apelido era Little Bear, apesar de eu nunca ter sido dorminhoca por escolha). Queria minha mãe, queria colo, chorava muito. Fui parar em emergência de hospital, tomei antibiótico, fui levada em médico de família, fiz exame de sangue, suspeitaram de mononucleose. Mas aí tudo passou e eu pude me entregar a experiência.

O Natal também foi um período bem difícil. Eu já vinha sentindo saudades e como trabalhava na loja da estação (o que foi uma super vantagem, já que a maioria trabalhava direto na neve), ouvia aquelas músicas de natais tristes o dia inteiro. No dia 24, lembro de sair no meio do trabalho, ir num orelhão e falar com meus pais enquanto eles estavam na ceia com toda a família. Desliguei o telefone e chorei muito. Aí voltei a trabalhar e o papai noel apareceu na loja e eu decidi aproveitar aquela experiência. Aproveitei meus minutos off e fui descer de “esqui bunda”. À noite, fizemos uma ceia bem brasileira, amigo secreto, o Natal passou e eu sobrevivi.

No começo da temporada, também perdemos um colega de trabalho. Um brasileiro de São Paulo (não éramos em muitos lá, por isso, todos se conheciam) teve um derrame na cadeira do lift e caiu lá de cima. Eu estava na loja quando escutei um helicóptero pousando no estacionamento. Nisso, minha “mãe americana”, que era a gerente da estação, entrou na loja, perguntou para a minha chefe se eu estava ocupada e pediu para que eu a acompanhasse. Ela estava no telefone, olhou para mim, falou “O Fulano sofreu um acidente, estou com a mãe dele no telefone, fala para ela que ainda não sabemos o que aconteceu e que logo entramos em contato” e me entregou o aparelho. Ali começava um dia muito tenso e marcante na minha vida até hoje. Entramos na caminhonete, eu, ela, os dois melhores amigos desse guri e mais dois amigos meus. Descemos a montanha e seguimos para Loma Linda, aonde ficava o hospital para onde ele tinha sido levado. Nosso colega estava no lift com um amigo conversando e quando esse amigo percebeu que ele não respondeu uma pergunta, olhou para o lado e ele já estava escorregando por baixo da barra. Chegamos no hospital, fomos eu e Bonnie para o banheiro, tirar toda a roupa de neve (o que acontecia sempre que descíamos as montanhas para ir ao shopping ou ao supermercado) e ela estava muito nervosa. Ficamos todos por horas esperando notícias e tínhamos quase certeza de que ele escaparia com vida, até encontrarmos no refeitório o médico brasileiro que o atendeu. Sem querer, ele deixou escapar que uma costela perfurou o pulmão e que ele já tinha chegado sem vida ao hospital. Emudecemos. Lembro até hoje da Bonnie recebendo a notícia do médico e desabando. Ela se sentia muito responsável por todos nós. Voltamos para as montanhas e todos foram encaminhados para uma pousada na região. Precisávamos nos unir naquele momento. Por dois dias, conversamos com um psicólogo, com um padre e foi feita uma homenagem linda na estação. Era de noite e vários esquiadores desceram as montanhas com lanternas na mão. Me arrepio até hoje ao lembrar.

Apesar dos problemas de ter vivido dentro de uma típica família americana, com um pai que era bombeiro da LAPD, dois irmãos adolescentes (sendo que um era o capeta) e uma irmãzinha fofa (que hoje está o dobro do meu tamanho), como conviver com irmãos mais novos ou ter uma mãe, mesmo longe da minha, e numa cultura totalmente diferente, ganhei muito com essa oportunidade. Falei inglês como nunca na minha vida, e passeei MUITO! Minha mãe americana (e minha chefe por tabela) fazia a unha perto de Los Angeles, limpeza de pele em Las Vegas e adorava um shopping. Cansamos de sair do trabalho perto das 16hs e descer a montanha para passear no shopping. Andávamos de vidros abertos, cantando, rindo, tomando Starbucks e fofocando!!!! Ela me contava tudo de todo mundo e ríamos tanto. Posso ouvir ela me contando uma das suas histórias malucas e arregalando aquelas dois olhos azuis. Meu pai americano também era uma figura à parte! Alto, forte e totalmente careca. Passava parte da semana em LA e sempre voltava com histórias para contar. Com ele, atravessei os piores bairros de Los Angeles e andei por lugares que jamais teria como conhecer.

Outra história legal foi uma amizade que eu fiz lá. Na verdade, que eu fiz pela internet. Comecei a conversar com uma menina da cidade aonde nasci no Brasil (e que eu conhecia de vista), que estava morando perto de Nova Iorque e que queria conhecer a Califórnia. Então, vem, eu disse! Nos meus últimos dias por lá, viajaria com a minha irmã e mãe e ela poderia ir conosco. Ela chegou alguns dias antes e eu fui com meu pai americano, busca-la no aeroporto. Dividi a cama com alguém que tinha acabado de conhecer (pessoalmente)….hahaha. Mas foi muito legal. Nossa amizade é cheia de pontos marcantes. Numa visita dela aqui em Floripa, apresentei sem querer, um cara, que eu também conheci sem querer, que seria o seu namorado por algum tempo. Hoje ela é casada com um brasileiro naturalizado inglês (confere, amiga?), mora na Inglaterra e nos encontramos em Londres na minha lua de mel. Sério, nossa amizade é muito chique e nos chamamos de “sis” porque por quase dez dias, ela viajou comigo, com minha mãe e irmã e como era loira também, passava de filha.

Ai, uma história vai puxando a outra. Também por causa de uma amiga que morava numa cidade perto da minha, andei de teco teco pela Califórnia como quem anda de carro. Quando conto essa história hoje, dá vontade de me bater pelo risco que corri. Em resumo, o amigo dessa amiga era turco e tinha um avião. Embarcamos nele em Big Bear, almoçamos em San Diego, voamos para LA, no dia seguinte, passamos o dia na praia em Malibu e no terceiro dia, voamos para Catalina, uma ilha fooooooooooofa (aonde voltei depois com minha mãe e irmã, mas de barco). No final de tarde, voamos de volta para Big Bear. Loucura, né? Coisas que fazemos quando temos 19 anos e estamos longe dos olhos dos nossos pais.

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Alguns momentos simples também foram bem marcantes. Como uma música do Maroon 5 que tocou na rádio durante uma carona que eu peguei (o que era bem comum por lá), num dia em que eu estava muito triste, a primeira vez que escutei John Mayer num café com um amigo, uma noite em que fui correr com minha colega de casa, argentina, e que conversamos sobre a vida no meio daquele frio bizarro e o silêncio, a volta de uma mini viagem para LA com amigos, quando subimos a montanha sem enxergar um palmo por causa da nevasca, o dia em que pegou fogo na montanha e um policial bateu na nossa porta avisando sobre a possibilidade de evacuação, minha mãe e minha irmã chegando no aeroporto, um bate volta para San Diego para assistir ao show do Lifehouse na House of Blues, a casa cheio na final do Super Bowl, as noites em que dormia na casa de amigos (e ia de pijama dentro do carro), todas aquelas curvas para simplesmente ir na padaria, a noite em que senti um terremoto, o medo de esbarrar com um urso (que eu só vi de longe), o dia em que trabalhei doze horas seguidas vendendo correntes para carro porque teve uma nevasca e a polícia montou uma blitz na frente da estação, o frango com laranja do Panda Express, a vista da janela do quarto que dava para ver Los Angeles lá longe e contar, no mínimo, uns vinte aviões no céu, os esquilos por todos os lados, a Bud que eu e a Shey tomávamos na frente de casa quando chegávamos do trabalho, o calor que fazia dentro de casa, as porcarias que me fizeram ganhar oito quilos, a ida para a Disneyland e o meu mico de pedir para sair de uma montanha russa segundo antes de ela partir, as bebedeiras na casa dos amigos e no único bar da cidade, as noites esquiando com fone de ouvido, viver a experiência de trabalhar numa loja, arrumar vitrine, dobrar roupas do provador, colocar etiquetas, ficar no caixa (sonho de criança)…enfim, várias pequenas lembranças que na época eu não dava tanto valor, mas que hoje, têm um significado muito especial.

Depois dessa viagem, minha mãe americana veio para o Brasil ficar na minha casa e há alguns anos, nos encontramos sem querer em Buenos Aires. Lá, o Marco ficou no hotel com o João e eu saí para jantar com ela e com a Irene, que foi uma argentina que também morou na casa da Bonnie. Ainda nos falamos bastante pelas redes sociais e ano que vem quero muito voltar lá com a minha família.

Ah, que delícia que foi escrever esse texto. Vou até guarda-lo como registro, já que nunca tinha escrito sobre isso e pode ser que eu esqueça de alguns detalhes daqui uns anos. Talvez para você tenha sido só um relato bobo, mas para mim foi a possibilidade de reviver um pouco o que foram esses dias para mim.

Em Running Springs eu conheci pessoas, conheci o mundo, conheci histórias, me conheci. Fiz amigos, namorei, ri, chorei, cresci. Tudo isso em menos de 4 meses e com apenas 19 anos! Não sei se meus filhos gostarão de viver essa experiência, mas eu e meu marido, que também morou fora (em Aspen e no Havaí), queremos muito poder propiciar essa oportunidade à eles.

 

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Sobre a festa do José: de escolhas de vida à fornecedores

Dia desses, uma conhecida compartilhou um texto que ironizava pessoas que criticam ou julgam quem faz festas “tipo casamento”. E apesar de também não concordar ou compactuar com essas festas, não acho que quem o faz sempre quer aparecer ou ostentar, como dizia o texto. Não é porque eu não faço, que eu julgo quem faz. Como eu sempre digo, cada um age de acordo com o que pede o seu coração (ou o seu bolso).

Quis aproveitar esse texto sobre os fornecedores para esclarecer esse ponto. Porque, de verdade, não quero ficar aqui cagando regra para ninguém e estou cansada de não poder compartilhar as minhas escolhas porque alguns entendem que assim, julgo quem escolhe diferente. Não acho que alguém é melhor ou pior, bom ou mal, certo ou errado porque gasta mil ou um milhão de reais numa festa de aniversário. E se me pego julgando, já ligo a luz vermelha e exercito esse não julgamento porque acredito mesmo que não cabe moralismo na escolha do outro. Se não concordo ou não acho legal (e tenho legitimidade para isso), canalizo minhas convicções para as minhas próprias escolhas.

E é sobre isso que quis vir compartilhar. As minhas escolhas. Não a escolha da Maria, que batalhou para engravidar, que viver uma gravidez tensa, que venceu vários desafios nesse primeiro ano do filho e que faz questão de comemorar esse primeiro aniversário da forma mais pomposa possível. Não a escolha da Joana, que conta com tristeza que seus pais nunca tiveram condições financeiras para fazerem festa de aniversários e que hoje, faze questão de mega festas para os seus filhos. Ou a escolha da Tereza, que não tem motivações consideradas justificadas para gastar o que tem e o que não tem numa festa.

E sabem como eu consegui visualizar que consegui atingir a minha intenção em fazer algo coerente com os meus discursos (e da nossa familinha, num modo geral)? Depois de ouvir de várias pessoas que a festa estava “a minha cara”: sem frescura ou exageros e muito íntima.

E quando trago essa reflexão de uma coisa simples para o blog é para oferecer esse olhar para quem costuma dizer que faz festão ou não faz nada, porque acha que festa boa sempre tem que ser algo caro, que precisa de muito tempo para preparação ou de habilidades manuais. Porque não pensem que porque eu não trabalho formalmente, que eu tenho tempo sobrando ou paciência para colar caixinhas. Tudo é uma questão de prioridades e adaptações. Resolvi TUDO pelo telefone, email e whats (não fiz NENHUMA reunião ou encontro com ninguém) e fui preparando algumas coisas à noite ou quando dava (e muita coisa ficou por conta da minha top decoradora Jujú). O salão, arrumei no dia anterior (levou bem pouco tempo), inclusive, com meu baby engatinhando pelo chão e na manhã do dia da festa.

Fiz questão de comemorar sim, a vida do meu filho, porque quem conhece o nosso histórico familiar sabe o quanto consideramos importante esse momento (minha mãe também se virava nos 30 para nos propiciar essas comemorações), mas isso não quis dizer que eu precisei parcelar em infinitas vezes, vender minhas calças ou aparentar aquilo que EU não sou e EU não tenho (não esquecem que aqui só falo de mim).

Depois de esclarecida essa questão e agora me dirigindo à quem não tem o costume de me julgar por aquilo que exponho e que procura tirar o melhor desse compartilhamento dos meus questionamentos que sim, também estão presentes nessas trivialidades da vida, porque acho que tudo o que dizemos e fazemos precisa ter consonância com quem escolhemos ser, vou compartilhar os fornecedores da festa, que prestaram serviços excelentes.

Lembrando que não estou fazendo propaganda de nada porque por mais que eu almeje algum dia pagar minhas contas através da minha escrita, nada paga a minha liberdade de falar do que eu quero e do que eu gosto. Jamais divulgaria aqui, por exemplo, produtos que não tenham consonância com as minhas crenças, só para ganhar brindes para os meus filhos, por mais que essa troca pareça tentadora.

– A decoração foi toda feita, produzida e pensada pela minha amiga Juliana, da “BPaper” (instagram: @bpaper1 – whats: 9162-9294). A Jú trabalha em outra empresa e nas horas “vagas”, canaliza toda sua criatividade na produção dos sonhos dos outros. Aqui não posso falar em valores porque, obviamente, nossa relação se misturou, mas posso garantir que ela cobra preços super justos e faz tudo com o mais absoluto amor e não visando apenas o lucro. E posso afirmar que isso faz toda diferença porque o que tem de gente por aí que só quer ganhar dinheiro em cima dos sonhos alheios…

– Os docinhos, como faço já há algum tempo, encomendei com a Kamila Vieira (contato@kamilavieira.com.br). A Kamila é mãe de um amiguinho do João e começou nesse ramo para poder trabalhar em casa e ficar mais perto dos filhos. Ativista como sou, esse aspecto conta MUITO na hora de escolher os profissionais. Sinto como se contribuísse de alguma forma para incentivar essas mães que escolhem sair do mercado de trabalho tradicional, ainda tão sexista e avesso às mães, para trabalhar com o que gostam, pagarem suas contas e ainda ficarem mais perto dos filhos. Não sei se vocês viram no snap, o capricho dos docinhos, que além de lindos, são deliciosos e com preço justo. Nesse ano, priorizei os docinhos simples porque são sempre os que tem mais saída. Só para terem uma ideia, o cento dos docinhos simples, custam R$ 65,00.

– Os salgadinhos, pela primeira vez, foram da empresa Salgadinhos Correia (3240-9125), que me foi indicada por várias pessoas. Fui super bem atendida pelo telefone, escolhi todos os salgados pelo site da empresa e recebi tudo no horário combinado. Estava tudo delicioso, sequinho, saboroso. Os fritos, os assados, as mini pizzas e as barquetes de camarão. E o preço, super camarada! São nesses detalhes que podemos economizar, porque existem empresas com nomes famosos, com salgados deliciosos, mas que cobram o dobro. Pra que? Se o outro também é gostoso?

– Os mini cups (prefiro mini porque acho mais fácil comer) encomendei com a Izabella Buendgens (whats: 9809-1545), que foi quem fez o ovo de páscoa do João Pedro nesse ano. Izabella tem a mesma história da Kamila e entrou nesse ramo para poder trabalhar em casa. Encomendei os de massa branca (com gotas de chocolate) com recheio e cobertura de doce de leite (custaram R$ 3,50 cada – encomendei uma caixa com 36) e nem preciso dizer que estavam DELICIOSOS! Usei os cups na decoração da mesa e da entrada e servi no final da festa e dei de lembrancinha para quem ia embora.

– As copeiras foram uma maravilha à parte (Whats Mari: 9657-2030)! Conheci elas na festa de aniversário da filha de uma vizinha e fiquei impressionada com a agilidade das duas! Juro, em nenhum momento me preocupei com comida e bebida, que são o que sempre me consomem o tempo e o saco nas festas. Elas chegam uma hora antes, montam os pratos e organizam tudo. O que me foi comentado é que elas estavam o tempo todo oferecendo comida, bebida, sempre gentis e sorrindo. Amei, amei e amei! Recebi milhares de elogios durante a festa e já sei de pessoas que as contrataram ali mesmo (cada uma cobrou R$ 120,00 sem tempo limitado).

– Contratamos chopp para facilitar. Acho que quando servimos em latas, muita bebida é jogada fora porque logo fica quente e com o chopp, as pessoas vão se servindo de acordo com a sua vontade. Tínhamos uma média de 65 adultos e contratamos uma choppeira de 30 ml que deu perfeitamente.

– Não iríamos contratar brinquedos porque eram poucas crianças e nosso prédio tem dois parques, mas que bom que mudamos de ideia! Escolhemos uma piscina de bolinhas porque José ADORA e teriam alguns bebês e uma cama elástica, que foi aonde João Pedro passou 98% da festa! Eram apenas 5 ou 6 crianças grandes, mas posso dizer que todas passaram a maior parte da festa na cama, que tinha quase 5 metros de diâmetro. Então, como também faço há 6 anos, contratei os brinquedos da empresa da De Lazer (Whats: 9982-0357), que é de propriedade de um casal amigo nosso e que possuem um serviço impecável.

– A fotógrafa foi o nosso maior investimento (R$ 650,00 com fotos inclusas e sem um tempo pré fixado – minha mãe deu de presente). Sempre acompanhei as fotos da Natália Brasil (combinamos tudo pelo Facebook) e queria um registro lindo, com um olhar sensível. Também queria aproveitar para tirar fotos da nossa família, já que quase não temos fotos boas dos quatro juntos. Ainda não recebi o resultado, mas não tenho dúvidas que será excepcional.

Acho que de fornecedores era isso. As bebidas comprei no Supermercado e os descartáveis, vela, balão, comprei na loja Pontual.

Como já mencionei aqui, a ideia era comemorar de uma maneira simples, mas especial. Em todas as festas que faço, foco numa boa comida e boa bebida, porque acho que do resto, ninguém sai falando…hahaha. O mais engraçado é que não sobrou NADA! Todo ano, perto do dia da festa, fico com medo de faltar comida e aumento as quantidades. Aí depois, sobra um mundaréu de coisas que só ocupam meu freezer. Nesse ano, relaxei e contei exatamente 10 salgadinhos por pessoa e 5 docinhos. Para 65 adultos, encomendei 150 cachorros quente e 36 cups. E não sobrou NADA! Nadinha! Até do bolo, sobrou muito pouco. Claro que isso gerou desconforto. A certa altura da festa, a Mari, copeira, veio me falar que o salgadinho estava acabando e eu apavorei. A sorte é que eu já ia cantar parabéns porque estava com medo do José ficar com sono e dormir. Aí, ela super experiente, foi realocando os salgadinhos e no fim, tudo deu certo. Ainda consegui mandar um prato para os porteiros…hahaha. Segundo ela, não foi preciso dizer para ninguém que não tinha mais nada, mas também não sobrou nenhuma coxinha para eu comer no café da manhã.

Sabem qual foi a minha maior alegria (e facilidade) depois da festa? Ter pouca coisa para levar ou jogar no lixo. Da mesa do bolo, que era preenchida por comidas que foram consumidas e dadas como lembrancinhas para quem queria, porque não fiquei empurrando nada para ninguém, toda a decoração (que era pouca), inclusive os vidrinhos e paninhos da mesa, dei para a minha vizinha, que a utilizará na festa do seu filho. Os balões de gás dei para os priminhos e as decorações de papel, coloquei na parede do quarto de brinquedos dos meus filhos. Até as flores que usei, foram para vasinhos na minha casa.

Acho legal também dizer que não me apeguei em detalhes bobos, mas que às vezes tornam o evento mais caro. O vestido que usei, comprei na Zara naquela semana porque achei um preço legal e queria algo que me desse liberdade de movimento. A maquiagem foi feita pela minha amiga/doula/maquiadora em casa (R$ 80,00) e o cabelo eu fiz sozinha…hahaha (no dia anterior fiz uma hidratação que tinha como brinde no salão). As roupas dos meninos eram já usadas e não comprei nem uma cueca nova porque juro que não achei que isso era importante.

Com tudo, tudo, tudo, contanto os fornecedores que ganhamos de presente dos nossos pais e o valor do nosso salão de festas, a festa saiu pouco menos de três mil reais (considerando que a fotógrafa foi um luxo que só contratei porque minha mãe quis dar de presente), com 65 adultos e 10 crianças. Claro que para alguns, esse ainda é um valor considerável, mas para quem entende de festas, sabe que pela qualidade e o número de adultos, gastamos um valor legal. Como nossa família é grande, e queríamos muito fazer a festa no nosso salão (que não é muito grande) e não podíamos gastar muito, foi preciso optar por convidar apenas familiares (sempre acho que festa de primeiro ano é mais para a família mesmo), vizinhos de porta e eu convidei quatro amigas (minha doula e as três amigas que tiveram papel fundamental nesse primeiro ano de vida do José). E depois de 6 anos fazendo festa infantil, aprendi a separar as minhas amizades das amizades relacionadas aos meus filhos. Porque eu amo as minhas amigas, mas não conto nem em uma mão, as que me ligaram mais de uma vez nesse primeiro ano. E tudo bem, só porque isso foi importante para eu não me sentir culpada na hora de fazer a lista.

Enfim, o que era para ser algo simples, se tornou esse textão, mas eu espero que para além de toda a reflexão que eu fiz, que eu possa ajudar quem também está refletindo sobre fazer ou não uma festa e procurando por bons fornecedores, com bons serviços e preços que considero justos.

Ainda não tenho as fotos da fotógrafa, mas seguem algumas fotos que tenho aqui:

Beijos