Sobre a festa do José: de escolhas de vida à fornecedores

Dia desses, uma conhecida compartilhou um texto que ironizava pessoas que criticam ou julgam quem faz festas “tipo casamento”. E apesar de também não concordar ou compactuar com essas festas, não acho que quem o faz sempre quer aparecer ou ostentar, como dizia o texto. Não é porque eu não faço, que eu julgo quem faz. Como eu sempre digo, cada um age de acordo com o que pede o seu coração (ou o seu bolso).

Quis aproveitar esse texto sobre os fornecedores para esclarecer esse ponto. Porque, de verdade, não quero ficar aqui cagando regra para ninguém e estou cansada de não poder compartilhar as minhas escolhas porque alguns entendem que assim, julgo quem escolhe diferente. Não acho que alguém é melhor ou pior, bom ou mal, certo ou errado porque gasta mil ou um milhão de reais numa festa de aniversário. E se me pego julgando, já ligo a luz vermelha e exercito esse não julgamento porque acredito mesmo que não cabe moralismo na escolha do outro. Se não concordo ou não acho legal (e tenho legitimidade para isso), canalizo minhas convicções para as minhas próprias escolhas.

E é sobre isso que quis vir compartilhar. As minhas escolhas. Não a escolha da Maria, que batalhou para engravidar, que viver uma gravidez tensa, que venceu vários desafios nesse primeiro ano do filho e que faz questão de comemorar esse primeiro aniversário da forma mais pomposa possível. Não a escolha da Joana, que conta com tristeza que seus pais nunca tiveram condições financeiras para fazerem festa de aniversários e que hoje, faze questão de mega festas para os seus filhos. Ou a escolha da Tereza, que não tem motivações consideradas justificadas para gastar o que tem e o que não tem numa festa.

E sabem como eu consegui visualizar que consegui atingir a minha intenção em fazer algo coerente com os meus discursos (e da nossa familinha, num modo geral)? Depois de ouvir de várias pessoas que a festa estava “a minha cara”: sem frescura ou exageros e muito íntima.

E quando trago essa reflexão de uma coisa simples para o blog é para oferecer esse olhar para quem costuma dizer que faz festão ou não faz nada, porque acha que festa boa sempre tem que ser algo caro, que precisa de muito tempo para preparação ou de habilidades manuais. Porque não pensem que porque eu não trabalho formalmente, que eu tenho tempo sobrando ou paciência para colar caixinhas. Tudo é uma questão de prioridades e adaptações. Resolvi TUDO pelo telefone, email e whats (não fiz NENHUMA reunião ou encontro com ninguém) e fui preparando algumas coisas à noite ou quando dava (e muita coisa ficou por conta da minha top decoradora Jujú). O salão, arrumei no dia anterior (levou bem pouco tempo), inclusive, com meu baby engatinhando pelo chão e na manhã do dia da festa.

Fiz questão de comemorar sim, a vida do meu filho, porque quem conhece o nosso histórico familiar sabe o quanto consideramos importante esse momento (minha mãe também se virava nos 30 para nos propiciar essas comemorações), mas isso não quis dizer que eu precisei parcelar em infinitas vezes, vender minhas calças ou aparentar aquilo que EU não sou e EU não tenho (não esquecem que aqui só falo de mim).

Depois de esclarecida essa questão e agora me dirigindo à quem não tem o costume de me julgar por aquilo que exponho e que procura tirar o melhor desse compartilhamento dos meus questionamentos que sim, também estão presentes nessas trivialidades da vida, porque acho que tudo o que dizemos e fazemos precisa ter consonância com quem escolhemos ser, vou compartilhar os fornecedores da festa, que prestaram serviços excelentes.

Lembrando que não estou fazendo propaganda de nada porque por mais que eu almeje algum dia pagar minhas contas através da minha escrita, nada paga a minha liberdade de falar do que eu quero e do que eu gosto. Jamais divulgaria aqui, por exemplo, produtos que não tenham consonância com as minhas crenças, só para ganhar brindes para os meus filhos, por mais que essa troca pareça tentadora.

– A decoração foi toda feita, produzida e pensada pela minha amiga Juliana, da “BPaper” (instagram: @bpaper1 – whats: 9162-9294). A Jú trabalha em outra empresa e nas horas “vagas”, canaliza toda sua criatividade na produção dos sonhos dos outros. Aqui não posso falar em valores porque, obviamente, nossa relação se misturou, mas posso garantir que ela cobra preços super justos e faz tudo com o mais absoluto amor e não visando apenas o lucro. E posso afirmar que isso faz toda diferença porque o que tem de gente por aí que só quer ganhar dinheiro em cima dos sonhos alheios…

– Os docinhos, como faço já há algum tempo, encomendei com a Kamila Vieira (contato@kamilavieira.com.br). A Kamila é mãe de um amiguinho do João e começou nesse ramo para poder trabalhar em casa e ficar mais perto dos filhos. Ativista como sou, esse aspecto conta MUITO na hora de escolher os profissionais. Sinto como se contribuísse de alguma forma para incentivar essas mães que escolhem sair do mercado de trabalho tradicional, ainda tão sexista e avesso às mães, para trabalhar com o que gostam, pagarem suas contas e ainda ficarem mais perto dos filhos. Não sei se vocês viram no snap, o capricho dos docinhos, que além de lindos, são deliciosos e com preço justo. Nesse ano, priorizei os docinhos simples porque são sempre os que tem mais saída. Só para terem uma ideia, o cento dos docinhos simples, custam R$ 65,00.

– Os salgadinhos, pela primeira vez, foram da empresa Salgadinhos Correia (3240-9125), que me foi indicada por várias pessoas. Fui super bem atendida pelo telefone, escolhi todos os salgados pelo site da empresa e recebi tudo no horário combinado. Estava tudo delicioso, sequinho, saboroso. Os fritos, os assados, as mini pizzas e as barquetes de camarão. E o preço, super camarada! São nesses detalhes que podemos economizar, porque existem empresas com nomes famosos, com salgados deliciosos, mas que cobram o dobro. Pra que? Se o outro também é gostoso?

– Os mini cups (prefiro mini porque acho mais fácil comer) encomendei com a Izabella Buendgens (whats: 9809-1545), que foi quem fez o ovo de páscoa do João Pedro nesse ano. Izabella tem a mesma história da Kamila e entrou nesse ramo para poder trabalhar em casa. Encomendei os de massa branca (com gotas de chocolate) com recheio e cobertura de doce de leite (custaram R$ 3,50 cada – encomendei uma caixa com 36) e nem preciso dizer que estavam DELICIOSOS! Usei os cups na decoração da mesa e da entrada e servi no final da festa e dei de lembrancinha para quem ia embora.

– As copeiras foram uma maravilha à parte (Whats Mari: 9657-2030)! Conheci elas na festa de aniversário da filha de uma vizinha e fiquei impressionada com a agilidade das duas! Juro, em nenhum momento me preocupei com comida e bebida, que são o que sempre me consomem o tempo e o saco nas festas. Elas chegam uma hora antes, montam os pratos e organizam tudo. O que me foi comentado é que elas estavam o tempo todo oferecendo comida, bebida, sempre gentis e sorrindo. Amei, amei e amei! Recebi milhares de elogios durante a festa e já sei de pessoas que as contrataram ali mesmo (cada uma cobrou R$ 120,00 sem tempo limitado).

– Contratamos chopp para facilitar. Acho que quando servimos em latas, muita bebida é jogada fora porque logo fica quente e com o chopp, as pessoas vão se servindo de acordo com a sua vontade. Tínhamos uma média de 65 adultos e contratamos uma choppeira de 30 ml que deu perfeitamente.

– Não iríamos contratar brinquedos porque eram poucas crianças e nosso prédio tem dois parques, mas que bom que mudamos de ideia! Escolhemos uma piscina de bolinhas porque José ADORA e teriam alguns bebês e uma cama elástica, que foi aonde João Pedro passou 98% da festa! Eram apenas 5 ou 6 crianças grandes, mas posso dizer que todas passaram a maior parte da festa na cama, que tinha quase 5 metros de diâmetro. Então, como também faço há 6 anos, contratei os brinquedos da empresa da De Lazer (Whats: 9982-0357), que é de propriedade de um casal amigo nosso e que possuem um serviço impecável.

– A fotógrafa foi o nosso maior investimento (R$ 650,00 com fotos inclusas e sem um tempo pré fixado – minha mãe deu de presente). Sempre acompanhei as fotos da Natália Brasil (combinamos tudo pelo Facebook) e queria um registro lindo, com um olhar sensível. Também queria aproveitar para tirar fotos da nossa família, já que quase não temos fotos boas dos quatro juntos. Ainda não recebi o resultado, mas não tenho dúvidas que será excepcional.

Acho que de fornecedores era isso. As bebidas comprei no Supermercado e os descartáveis, vela, balão, comprei na loja Pontual.

Como já mencionei aqui, a ideia era comemorar de uma maneira simples, mas especial. Em todas as festas que faço, foco numa boa comida e boa bebida, porque acho que do resto, ninguém sai falando…hahaha. O mais engraçado é que não sobrou NADA! Todo ano, perto do dia da festa, fico com medo de faltar comida e aumento as quantidades. Aí depois, sobra um mundaréu de coisas que só ocupam meu freezer. Nesse ano, relaxei e contei exatamente 10 salgadinhos por pessoa e 5 docinhos. Para 65 adultos, encomendei 150 cachorros quente e 36 cups. E não sobrou NADA! Nadinha! Até do bolo, sobrou muito pouco. Claro que isso gerou desconforto. A certa altura da festa, a Mari, copeira, veio me falar que o salgadinho estava acabando e eu apavorei. A sorte é que eu já ia cantar parabéns porque estava com medo do José ficar com sono e dormir. Aí, ela super experiente, foi realocando os salgadinhos e no fim, tudo deu certo. Ainda consegui mandar um prato para os porteiros…hahaha. Segundo ela, não foi preciso dizer para ninguém que não tinha mais nada, mas também não sobrou nenhuma coxinha para eu comer no café da manhã.

Sabem qual foi a minha maior alegria (e facilidade) depois da festa? Ter pouca coisa para levar ou jogar no lixo. Da mesa do bolo, que era preenchida por comidas que foram consumidas e dadas como lembrancinhas para quem queria, porque não fiquei empurrando nada para ninguém, toda a decoração (que era pouca), inclusive os vidrinhos e paninhos da mesa, dei para a minha vizinha, que a utilizará na festa do seu filho. Os balões de gás dei para os priminhos e as decorações de papel, coloquei na parede do quarto de brinquedos dos meus filhos. Até as flores que usei, foram para vasinhos na minha casa.

Acho legal também dizer que não me apeguei em detalhes bobos, mas que às vezes tornam o evento mais caro. O vestido que usei, comprei na Zara naquela semana porque achei um preço legal e queria algo que me desse liberdade de movimento. A maquiagem foi feita pela minha amiga/doula/maquiadora em casa (R$ 80,00) e o cabelo eu fiz sozinha…hahaha (no dia anterior fiz uma hidratação que tinha como brinde no salão). As roupas dos meninos eram já usadas e não comprei nem uma cueca nova porque juro que não achei que isso era importante.

Com tudo, tudo, tudo, contanto os fornecedores que ganhamos de presente dos nossos pais e o valor do nosso salão de festas, a festa saiu pouco menos de três mil reais (considerando que a fotógrafa foi um luxo que só contratei porque minha mãe quis dar de presente), com 65 adultos e 10 crianças. Claro que para alguns, esse ainda é um valor considerável, mas para quem entende de festas, sabe que pela qualidade e o número de adultos, gastamos um valor legal. Como nossa família é grande, e queríamos muito fazer a festa no nosso salão (que não é muito grande) e não podíamos gastar muito, foi preciso optar por convidar apenas familiares (sempre acho que festa de primeiro ano é mais para a família mesmo), vizinhos de porta e eu convidei quatro amigas (minha doula e as três amigas que tiveram papel fundamental nesse primeiro ano de vida do José). E depois de 6 anos fazendo festa infantil, aprendi a separar as minhas amizades das amizades relacionadas aos meus filhos. Porque eu amo as minhas amigas, mas não conto nem em uma mão, as que me ligaram mais de uma vez nesse primeiro ano. E tudo bem, só porque isso foi importante para eu não me sentir culpada na hora de fazer a lista.

Enfim, o que era para ser algo simples, se tornou esse textão, mas eu espero que para além de toda a reflexão que eu fiz, que eu possa ajudar quem também está refletindo sobre fazer ou não uma festa e procurando por bons fornecedores, com bons serviços e preços que considero justos.

Ainda não tenho as fotos da fotógrafa, mas seguem algumas fotos que tenho aqui:

Beijos

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