Eu leio vocês!

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Sei que pode parecer que passo o dia inteiro no celular, mas sabem que a maioria dos textos que aparecem aqui escrevo no computador durante minhas aulas ou nos intervalos e depois posto nas redes sociais? MORRO de preguiça de digitar no celular (minha cabeça pensa mais rápido que os meus dedos) e se o texto é longo e estou longe do Word, só jogo a ideia no bloco de notas e a desenvolvo depois (também evito ficar no celular na frente dos meus filhos). Tenho várias reflexões armazenadas já que tem dias que estou mais inspirada que outros e vou liberando elas, aos poucos.
Tudo isso para dizer que A-M-O os comentários que recebo e de alguns, até faço print para guardar, mas nem sempre consigo parar para responde-los. Sei que essa é uma falta grave, mas muitas vezes no tempo que eu teria para sentar e responder, prefiro sentar e escrever.
Em alguns momentos, até consigo sentar e responder em série, os mais antigos, mas em geral, não respondo mesmo. Mas saibam que leio TODOS (alguns, até mais de uma vez) e sou muito grata por todo feedback que recebo. Não ligo nada para as curtidas porque eu mesma gosto de vários posts alheios e esqueço de curtir, mas quando alguém escolhe responder ao que eu escrevo, fico muito feliz! E, geralmente, os recados são muito carinhos e motivadores. Como já mencionei aqui, não quero ser guia ou exemplo para ninguém e acho perigoso pessoas que se perdem nesse sentido (talvez por isso eu sempre me preocupe em mostrar meus lados B´s), mas não vou negar que gosto quando alguém diz que eu fiz diferença em sua vida (e isso vem acontecendo com frequência). Assim como aprendo e reflito muito com o que outras pessoas compartilham (apesar de seguir poucas pessoas hoje em dia que me agreguem e me ajudem a expandir minhas reflexões – aceito sugestões), me sinto útil e realizada quando fico sabendo que fiz o mesmo por alguém.
Sobre os recados mais críticos, que são pouquíssimos, procuro sempre responder de forma educada. Minhas amigas até dizem que tenho muita paciência com essas pessoas, mas gente, estudo Psicologia e o que mais discutimos em sala de aula é sobre as projeções que fazemos daquilo que é nosso, naquilo que pensamos, dizemos e na forma como agimos com os outros, com o mundo… Não vou me desgastar com essa energia ruim (só não deixo passar em branco quando pessoas desvirtuam algo que eu disse). Mal tenho tempo de me dedicar à receber as boas vibrações, que dirá o resto.
Espero que as leitoras (que são grande maioria aqui, um viva – não gosto da coisa de “seguidor”) continuem aceitando meus convites à reflexão e compartilhando seus insights e feedbacks sobre aquilo que escrevo.
Sigamos, evoluindo e nos transformando, todas juntas!

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Sobre minha nova – e inacabada – versão

Sobre minha nova – e inacabada – versão

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Já mencionei em alguns textos, que entrei no curso de Psicologia com a ideia de que ali encontraria mais assuntos para refletir e escrever. E, realmente, me foi aberto um mundo de reflexões, mas cadê que eu consigo me posicionar, escrevendo? A cada dia, a cada aula, a cada leitura, a cada curso, sinto que “sei que nada sei”, que, por enquanto, não tenho nada em definitivo para compartilhar. Por receio de cristalizar qualquer pensamento, escolho não escrever sobre ele.

Sobre tudo o que sempre escrevi, não tenho mais tesão de escrever. E quando o faço, procuro ressaltar minha real necessidade em não enquadrar nada.

Não me sinto mais à vontade para escrever sobre motivação porque não acho que em todos os contextos, conquistamos tudo o que queremos. Tenho percebido que essa “gourmetização do desejo”, o velho “sim, você pode” não é algo tão simples e soa, muitas vezes, até como ingênuo ou pertubador. Tudo bem quem venda isso, mas não consegui me imaginar assim. Também não gosto de aprofundar meus mimimis diários em textos porque tenho tido contato com tantos outros sofrimentos que percebo que falo de um lugar privilegiadíssimo e que preciso valorizar isso. E mais, preciso tirar proveito disso. Também ando preferindo guardar meus grandes dilemas de vida para textos particulares, porque sinto que as transformações mais importantes são aquelas que promovemos bem lá dentro de nós, em crenças empoeiradas, revendo nossas convicções e não as transformações que anunciamos por aí. Tenho tido muito cuidado para não soar hipócrita ou cagadora de regras ou incoerente e, também, não quero me tornar guia espiritual de ninguém.

E estou desviando meu caminho dentro da Psicologia (pelo menos, no momento) para pensar mais a área social, a sociedade como um todo, todos os nossos sistemas, os discursos que nos atravessam…e aí sinto que não é bem o público que curte essa pegada, que me segue aqui hoje e prefiro silenciar.

Confesso que sofri um pouco, no início, com a baixa produção textual apesar de todo o conhecimento a que venho tendo acesso. E fui e sou cobrada para escrever mais sobre tudo o que aprendo, mas concluí que estou tipo num momento de plantação. Que se eu for escrever sobre algo, será, justamente, sobre essa minha incapacidade de definir qualquer coisa, no momento. E que tudo bem.

E outra, o blog está mega parado, mas a minha vida anda agitadíssima. Leituras, reflexões, questionamentos profundíssimos sobre o que entendia como a realidade até um tempo atrás. Palestras, muitas participações minhas em sala de aula, troca com outros colegas, revisões sobre verdades que sempre defendi por aí. Abertura de mundo, de mundos, de modos de vida, de buscas…tentativas de aplicar na prática do dia a dia, o que tanto filosofo comigo mesma. Questões que muitas vezes só divido com o meu marido, que é a pessoa com quem eu consigo trocar minhas maiores inquietações. E comigo mesma, enquanto dirijo ou estudo.

Apesar das demandas diárias de casa, filhos, cachorro, a cada dia, retomo um pouco mais minha vida pensante. Aliás, essas demandas diárias também são incluídas nas minhas reflexões. Por que eu faço isso? Como eu faço isso? Se quero um resultado diferente, por que continuo fazendo as coisas do mesmo jeito? Quais discursos atravessam minhas escolhas e atitudes?

Sempre digo que 2012 será um ano muito marcante na minha vida porque foi quando voltei para a terapia, comecei a me desvencilhar de um emaranhado familiar, refleti sobre quem eu era e quem eu queria ser, iniciei um processo de coaching, casei oficialmente, iniciei um grupo de terapia e escolhi iniciar o curso de Psicologia e um blog. Ali uma Juliana muito importante foi descoberta ou constituída e todos esses processos foram fundamentais para eu chegar aonde estou hoje. E hoje, em 2016, sinto que estou vivendo uma nova ruptura bem importante. Em 2012, depois de tudo o que acessei, não podia continuar a mesma e sinto que o mesmo está acontecendo agora. Não consigo mais viver da maneira como vinha vivendo, depois de refletir sobre vários aspectos. Ainda não me sinto preparada para discorrer sobre isso, mas quis deixar registrado aqui essa minha nova fase.

Juro juradinho que estou super feliz e realizada mesmo em meio à tantas transformações internas e externas. Ninguém está me obrigando a nada e só estou atravessando essa fase de transição porque a desejo muito. Como eu sempre digo, há beleza no caos e vejo muito beleza em todo o caos aonde me enfio, às vezes.

Continuarei compartilhando meus mimimis diários nas redes sociais e entre uma postagem e outra, dividirei as questões mais profundas que vem me acometendo. Talvez vocês nunca me vejam num vídeo, maquiada, mexendo a boca com destreza, para dizer que tudo o que você quer na vida, você irá conseguir, mas me comprometo e continuar dividindo minhas inquietações e o que eu estou fazendo pela minha vida e não o que você deve fazer com a sua.

(Era para ser um texto curto, mas virou textão e nem vi o tempo passar).

João Pedro e – NOSSOS – desafios

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Filho, como nossa convivência vem sendo desafiadora.
Hoje o que mais me faz refletir na vida não é a faculdade, nem meu casamento e nem as questões sociais, mas você. Com os seus ataques súbitos de brabeza, rispidez, hostilidade, teimosia. Com os seus questionamentos que me chocam e as verbalizações, nem sempre diretas, de que amo mais o seu irmão porque passo mais tempo com ele. Juro que não imaginava que nossa dinâmica aconteceria dessa forma, mas aconteceu e agora estamos precisando lidar com tudo isso. Sei que não é fácil mesmo dividir atenção, tempo disponível dos pais e seus brinquedos. Você reinou absoluto por cinco anos e de repente, surge um bebê que demanda muita energia, que é fofo e recebe os olhares e sorrisos de todos. Mas não deixamos que isso justifique todos os seus comportamentos ruins e estamos conversando com você sobre isso.
Claro que com a chegada do seu irmão, realmente, estamos com menos tempo e mais exaustos, mas nosso esgotamento é realidade e precisamos, todos, aprender a conviver com o que está posto. Como você só tem 6 anos e seu poder de compreensão e adaptação é menor que o nosso, estamos procurando te mostrar, de uma forma que você absorva, o que está acontecendo com a família. Também estamos nos policiando para não deixar para você só o nosso cansaço, já que você é mais independente e, teoricamente, demanda menos que o seu irmão. E sempre que podemos, te damos o que não temos. Saio para lanchar só com você, seu pai não janta e nem toma banho para brincar com você. Mas você sempre quer mais. E esse vem sendo meu maior exercício, deixar você entender que eu não sou incansável, que eu te amo, mas que tenho minhas limitações e não posso estar disponível 24hs por dia para você. Também ando exercitando deixar você vivenciar frustrações, porque não, nem sempre teremos aquilo que queremos, na hora que queremos. Sim, você pode ter tudo o que quiser nessa vida, mas o tempo das coisas nem sempre está no nosso controle.
Ao contrário de muitos pais, sei que os seus comportamentos não são causados pela sua “personalidade”. É tão mais fácil culpabilizarmos crianças de 6 anos, não é? Tenho total consciência de que tudo o que você faz e diz, é puro reflexo de como a nossa família está vivendo. Famílias são sistemas, engrenagens. Se uma peça não vai bem, é porque o sistema inteiro está com problemas, que aparecem na figura de um representante. Crianças não nascem com índole, caráter ou maldade. Tudo é construído de acordo com as nossas expectativas sobre elas, com a forma como organizamos suas rotinas e as nossas próprias vidas. E é isso que me faz refletir muito porque não é fácil reconhecer que nós também somos responsáveis pelas suas manifestações.
Hoje pela manhã você teve mais uma das suas crises. Te acordei devagar, com beijos, palavras de amor e te levei no colo para a sala. Aí, você reclamou do frio. Te levei um cobertor e vesti o seu uniforme embaixo dele. Depois, você reclamou que eu cortei o bolo em quadrados e não em fatias. Como não tenho muito tempo para negociações logo cedo e como essa semana combinei com o seu pai de fazermos um “intensivão de amor”, aonde só compraremos as brigas que são mesmo necessárias, comi o bolo em quadrados e cortei outra fatia em fatias, como você pediu. Aí você implicou de ter que ir de tênis. Queria suas sandálias, mas fazia frio lá fora e você está tratando uma otite. Ah, mais uma vez, você disse que nunca mais tomaria o antibiótico, que ainda levará uns cinco dias para acabar. Também teve a demora em comer um simples bolo, os resmungos, o gel que quis passar no cabelo na última hora e por fim, você bateu a porta de casa, o que eu tinha te pedido para não fazer 10 segundos antes. Aí não me aguentei. Fui dali até a porta da sua escola falando para você tudo o que eu estava sentindo e que não seria daquela forma que você ganharia a nossa atenção. Por fim, desci do carro, me abaixei do seu lado e disse que te amava. Que porque eu te amava, estava te dizendo tudo aquilo ali, ao invés de te violentar com um tapa, de não me importar com tudo o que você estava fazendo ou te dizer que você é feio e terrível. Vi que você absorveu tudo o que eu te disse, talvez porque eu tenha aberto o meu coração e me implicado no que você estava sentindo, mudou sua expressão e sorriu. Nos abraçamos e eu te levei até a rampa de acesso.
Até pensei em subir com você, como faço umas duas vezes na semana, mas achei que seria importante você subir sozinho hoje. Aos poucos, fui conseguindo que você se responsabilizasse pela sua chegada em sala de aula e percebi o quanto você se achava “mocinho” quando sobe sozinho (sempre te espero passar do portão de segurança).
Aí nos abraçamos, nos beijamos e você foi subindo. Nós continuamos rindo e dizendo “Te amo”, “Eu te amo mais”, “Duvido que você me ama mais do que eu amo”…
Porque eu te amo, filho e prometo sempre estar atenta à você e suas demandas. Mesmo cansada, cheia de coisas para fazer, prometo me manter alerta.
E te levarei até aonde eu puder, mas depois te deixarei subir sozinho.

Feliz Dia das Mães Possíveis

Feliz Dia das Mães Possíveis

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Eu não poderia iniciar minha colaboração aqui num momento melhor: às vésperas do Dia das Mães. Sempre gostei de escrever e questionar as coisas da vida e desde que me tornei mãe, a maternidade se tornou um dos meus assuntos preferidos.

Mas não pensem que eu vim aqui reproduzir os velhos elogios e exaltações da figura materna. Não vim dizer para você comprar o melhor presente para a sua mãe ou para que você mãe, continue essa guerreira incansável. Não serei mais uma a sobrecarregar as mães com a ideia (falaciosa) de uma super mulher. Eu avisei, sou questionadora e quero aproveitar esse espaço para convidar vocês a pensarem diferente comigo.

É sabido que desde que nós mulheres conquistamos o direito de sair de casa para trabalhar – ou estudar -, como uma forma de nos tornarmos mais livres, nossa jornada se acumulou. Porque as escolhas foram abertas, mas continuamos uma pessoa só. Além de entrarmos no mercado de trabalho, permanecemos responsáveis, na maioria dos casos, pelo cuidado exclusivo da casa e dos filhos. E quando eu questiono esse acúmulo ou a ideia falaciosa de uma super mulher, não pensem que não reconheço o poder e a força das mulheres e das mães, muito pelo contrário, sou uma grande defensora da classe e é justamente por isso, que sempre que posso, trago a discussão à tona. Não como uma forma de nos vitimizar, mas reconhecer uma realidade comum à maioria de nós. Também não acredito que todas as mães se sintam pressionadas, porque sei que existe a possibilidade de gostarmos de cuidar de tudo, mas num modo geral, nosso dia é cansativo, nos desdobramos para dar conta de todas as demandas e somos muito cobradas pela perfeição. Adoecemos, esquecemos de nós mesmas e sacrificamos nossos sonhos em prol da nossa família.

Mas então, o que quero dizer com esse texto? Quis trazer com o termo “mães possíveis”, essa reflexão sobre como santificamos as mães e esquecemos que elas são seres humanos como qualquer outro, com suas limitações físicas e emocionais. Independente se a mulher está naquele papel porque escolheu ou porque foi escolhida por ele.

E para as mães que leem esse texto, quis trazer um abraço solidário, dizer que estamos todas juntas e compartilhar o meu maior exercício como mãe: buscar ser uma mãe possível e não a melhor mãe ou a mãe perfeita. Com tantas demandas acumuladas e cobranças sociais, caímos na armadilha de nos esgotarmos e assumirmos toda e qualquer responsabilidade pela criação dos filhos, quando ela deveria ser dividida com nossos parceiros, por exemplo.

Sobre a culpa, pauta recorrente entre as mães, afirmo que ela sempre existirá em algum grau, porque quando nos percebemos responsáveis pela vida de outra pessoa, tão vulnerável e dependente, é comum que apareça esse sentimento por conta do nosso desejo de fazer aquilo funcionar. O problema da culpa é quando ela nos paralisa ou quando coloca em dúvida as nossas escolhas como mãe. Se a maternidade, como tudo na nossa vida, acontecer de acordo com as nossas escolhas e for construída no princípio de darmos sempre o NOSSO melhor, sobrará pouco espaço para culpas e arrependimentos.

Por isso amanhã, para não dizer sempre, não se preocupe apenas com o presente da sua mãe (ou da mãe dos seus filhos). Exercite olhar para ela como alguém que também se cansa, que tem os seus próprios desejos e que muitas vezes, dá conta de tudo porque não lhe é oferecida ou possibilitada outra alternativa. Como eu sempre brinco, não adianta comprar o melhor presente e deixar a louça na pia ou a roupa suja no chão do banheiro. Não adianta olhar para sua companheira e a parabenizar pelo seu dia ou comprar flores, mas continuar deixando para ela toda a responsabilidade pela criação dos filhos.

E para você que assim como eu, também é mãe e se divide em mil para atender à tudo e à todos (incluindo aqui, cuidados consigo, que são fundamentais), que vive intensamente esse grande paradoxo entre amar e querer sumir, vez ou outra, desejo todos os carinhos e reconhecimentos que lhe serão ofertados, mas mais do que isso, desejo que você tenha garantida a oportunidade de fazer as suas escolhas como mãe e possa exercer com plenitude todos os seus outros papéis.

Por isso hoje, por mim, por todas as mães e por um mundo melhor, eu desejo um Feliz Dia das Mães Possíveis.

Texto publicado originalmente no jornal “Folha do Oeste“.

 

Maternidade: uma ação política

Maternidade: uma ação política

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Não tive tempo de pensar a maternidade antes de me tornar mãe. Sempre tive o desejo de ter filhos, mas não esperava que isso acontecesse aos meus 23 anos, quando eu tinha recém me formado na faculdade e iniciado um relacionamento. Aprendi o que era ser mãe, on demand, enquanto as demandas apareciam. O meu “pensar sobre a maternidade” foi acontecendo durante as minhas experiências no mundo materno, principalmente, quando eu me percebia sofrendo pressões externas e enquanto eu me questionava sobre que tipo de mãe EU gostaria de ser.

Talvez algumas mães nunca questionem as suas práticas e até achem todos os meus questionamentos um tanto exagerados, mas desde pequena carrego comigo um lado questionador e não teria como ser diferente ao me tornar mãe. Quais modos de vida desejo apresentar para os meus filhos? Como posso criar meninos que não funcionem na lógica machista? De que maneira posso ser útil na luta de outras mães? Que tipo de pessoas quero deixar para o mundo? São algumas das perguntas que me faço ao longo dos dias.

Posso dizer que meu maior exercício como sujeito, especialmente como mãe, vem sendo entender a minha maternidade também como ação política (não no sentido partidário). Dentro do curso de Psicologia, aprendi que toda ação é política, por mais privada que ela possa parecer. Quando escolhemos algo, escolhemos por toda a sociedade. Sei que essa colocação incomoda e pesa, mas é preciso nos atentarmos para o fato de que fazemos parte de um todo ou da tal sociedade que adoramos culpar e satirizar. Cada ação ou escolha que fazemos, individualmente, reflete no coletivo. Assim, se eu me incomodo com estatísticas ruins sobre o meu país, por exemplo, preciso me responsabilizar por elas e não achar que não tenho nada a ver com isso. Esse é o meu lado político que venho tentando desenvolver através das reflexões que compartilho nos meus textos e ao levar os meus dilemas maternos “privados” para a esfera pública, como forma de problematizar a realidade posta. Sei que, muitas vezes, pareço chata ao levantar algumas bandeiras com certa frequência, mas do que adianta reclamarmos da tal “sociedade” se nos descolamos dela? É claro que ainda tenho um longo caminho pela frente para aplicar todos os meus ideais teóricos na prática do dia a dia, mas o importante é que já calcei meus sapatos e já estou caminhando.

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