Maternidade: uma ação política

Maternidade: uma ação política

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Não tive tempo de pensar a maternidade antes de me tornar mãe. Sempre tive o desejo de ter filhos, mas não esperava que isso acontecesse aos meus 23 anos, quando eu tinha recém me formado na faculdade e iniciado um relacionamento. Aprendi o que era ser mãe, on demand, enquanto as demandas apareciam. O meu “pensar sobre a maternidade” foi acontecendo durante as minhas experiências no mundo materno, principalmente, quando eu me percebia sofrendo pressões externas e enquanto eu me questionava sobre que tipo de mãe EU gostaria de ser.

Talvez algumas mães nunca questionem as suas práticas e até achem todos os meus questionamentos um tanto exagerados, mas desde pequena carrego comigo um lado questionador e não teria como ser diferente ao me tornar mãe. Quais modos de vida desejo apresentar para os meus filhos? Como posso criar meninos que não funcionem na lógica machista? De que maneira posso ser útil na luta de outras mães? Que tipo de pessoas quero deixar para o mundo? São algumas das perguntas que me faço ao longo dos dias.

Posso dizer que meu maior exercício como sujeito, especialmente como mãe, vem sendo entender a minha maternidade também como ação política (não no sentido partidário). Dentro do curso de Psicologia, aprendi que toda ação é política, por mais privada que ela possa parecer. Quando escolhemos algo, escolhemos por toda a sociedade. Sei que essa colocação incomoda e pesa, mas é preciso nos atentarmos para o fato de que fazemos parte de um todo ou da tal sociedade que adoramos culpar e satirizar. Cada ação ou escolha que fazemos, individualmente, reflete no coletivo. Assim, se eu me incomodo com estatísticas ruins sobre o meu país, por exemplo, preciso me responsabilizar por elas e não achar que não tenho nada a ver com isso. Esse é o meu lado político que venho tentando desenvolver através das reflexões que compartilho nos meus textos e ao levar os meus dilemas maternos “privados” para a esfera pública, como forma de problematizar a realidade posta. Sei que, muitas vezes, pareço chata ao levantar algumas bandeiras com certa frequência, mas do que adianta reclamarmos da tal “sociedade” se nos descolamos dela? É claro que ainda tenho um longo caminho pela frente para aplicar todos os meus ideais teóricos na prática do dia a dia, mas o importante é que já calcei meus sapatos e já estou caminhando.

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