Sobre minha nova – e inacabada – versão

Sobre minha nova – e inacabada – versão

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Já mencionei em alguns textos, que entrei no curso de Psicologia com a ideia de que ali encontraria mais assuntos para refletir e escrever. E, realmente, me foi aberto um mundo de reflexões, mas cadê que eu consigo me posicionar, escrevendo? A cada dia, a cada aula, a cada leitura, a cada curso, sinto que “sei que nada sei”, que, por enquanto, não tenho nada em definitivo para compartilhar. Por receio de cristalizar qualquer pensamento, escolho não escrever sobre ele.

Sobre tudo o que sempre escrevi, não tenho mais tesão de escrever. E quando o faço, procuro ressaltar minha real necessidade em não enquadrar nada.

Não me sinto mais à vontade para escrever sobre motivação porque não acho que em todos os contextos, conquistamos tudo o que queremos. Tenho percebido que essa “gourmetização do desejo”, o velho “sim, você pode” não é algo tão simples e soa, muitas vezes, até como ingênuo ou pertubador. Tudo bem quem venda isso, mas não consegui me imaginar assim. Também não gosto de aprofundar meus mimimis diários em textos porque tenho tido contato com tantos outros sofrimentos que percebo que falo de um lugar privilegiadíssimo e que preciso valorizar isso. E mais, preciso tirar proveito disso. Também ando preferindo guardar meus grandes dilemas de vida para textos particulares, porque sinto que as transformações mais importantes são aquelas que promovemos bem lá dentro de nós, em crenças empoeiradas, revendo nossas convicções e não as transformações que anunciamos por aí. Tenho tido muito cuidado para não soar hipócrita ou cagadora de regras ou incoerente e, também, não quero me tornar guia espiritual de ninguém.

E estou desviando meu caminho dentro da Psicologia (pelo menos, no momento) para pensar mais a área social, a sociedade como um todo, todos os nossos sistemas, os discursos que nos atravessam…e aí sinto que não é bem o público que curte essa pegada, que me segue aqui hoje e prefiro silenciar.

Confesso que sofri um pouco, no início, com a baixa produção textual apesar de todo o conhecimento a que venho tendo acesso. E fui e sou cobrada para escrever mais sobre tudo o que aprendo, mas concluí que estou tipo num momento de plantação. Que se eu for escrever sobre algo, será, justamente, sobre essa minha incapacidade de definir qualquer coisa, no momento. E que tudo bem.

E outra, o blog está mega parado, mas a minha vida anda agitadíssima. Leituras, reflexões, questionamentos profundíssimos sobre o que entendia como a realidade até um tempo atrás. Palestras, muitas participações minhas em sala de aula, troca com outros colegas, revisões sobre verdades que sempre defendi por aí. Abertura de mundo, de mundos, de modos de vida, de buscas…tentativas de aplicar na prática do dia a dia, o que tanto filosofo comigo mesma. Questões que muitas vezes só divido com o meu marido, que é a pessoa com quem eu consigo trocar minhas maiores inquietações. E comigo mesma, enquanto dirijo ou estudo.

Apesar das demandas diárias de casa, filhos, cachorro, a cada dia, retomo um pouco mais minha vida pensante. Aliás, essas demandas diárias também são incluídas nas minhas reflexões. Por que eu faço isso? Como eu faço isso? Se quero um resultado diferente, por que continuo fazendo as coisas do mesmo jeito? Quais discursos atravessam minhas escolhas e atitudes?

Sempre digo que 2012 será um ano muito marcante na minha vida porque foi quando voltei para a terapia, comecei a me desvencilhar de um emaranhado familiar, refleti sobre quem eu era e quem eu queria ser, iniciei um processo de coaching, casei oficialmente, iniciei um grupo de terapia e escolhi iniciar o curso de Psicologia e um blog. Ali uma Juliana muito importante foi descoberta ou constituída e todos esses processos foram fundamentais para eu chegar aonde estou hoje. E hoje, em 2016, sinto que estou vivendo uma nova ruptura bem importante. Em 2012, depois de tudo o que acessei, não podia continuar a mesma e sinto que o mesmo está acontecendo agora. Não consigo mais viver da maneira como vinha vivendo, depois de refletir sobre vários aspectos. Ainda não me sinto preparada para discorrer sobre isso, mas quis deixar registrado aqui essa minha nova fase.

Juro juradinho que estou super feliz e realizada mesmo em meio à tantas transformações internas e externas. Ninguém está me obrigando a nada e só estou atravessando essa fase de transição porque a desejo muito. Como eu sempre digo, há beleza no caos e vejo muito beleza em todo o caos aonde me enfio, às vezes.

Continuarei compartilhando meus mimimis diários nas redes sociais e entre uma postagem e outra, dividirei as questões mais profundas que vem me acometendo. Talvez vocês nunca me vejam num vídeo, maquiada, mexendo a boca com destreza, para dizer que tudo o que você quer na vida, você irá conseguir, mas me comprometo e continuar dividindo minhas inquietações e o que eu estou fazendo pela minha vida e não o que você deve fazer com a sua.

(Era para ser um texto curto, mas virou textão e nem vi o tempo passar).

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