|Sobre meus tropeços e caminhos profissionais|

Sobre meus tropeços e caminhos profissionais

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Nos últimos dias, após comentar no blog sobre a minha vida regressa no Direito, recebi vááááários comentários de pessoas compartilhando suas dúvidas nas atuais vidas profissionais ou contando sobre mudanças que promoveram nas suas escolhas nesse sentido. Uma até comentou que fui grande influenciadora numa mudança que ela fez do curso da faculdade e eu fiquei muito feliz com essa notícia.

Confesso que há algum tempo, ando avessa com essas teorias do “querer é poder”, porque acredito sim num potencial existente em todas as pessoas, mas também sei que existem contextos e contextos de vida e um milhão de emaranhados complexos que muitas vezes nos impedem de alcançar aquilo que desejamos. Sim, emaranhados passíveis de dissolução, mas não apenas com uma dancinha motivadora ou uma frase de impacto numa fonte bonita. Demandas que exigem tempo, dedicação, terapia…enfim, questões muito mais profundas do que uma simples falta de vontade ou procrastinação.

Tendo feito essa introdução e frisado o cuidado que procuro ter com as histórias de cada leitor (não acredito na transposição de modelos, do tipo, funcionou para mim, funcionará para você) posso contar um pouco mais da minha própria história. Do caminho que eu trilhei e que sigo trilhando na busca por encontrar os meus propósitos e estar cada vez mais próxima do que eu escolho ser e fazer. Ah, também só preciso dizer que hoje (EU!!!!) não acredito em essência, na busca por ser “eu mesma”, porque não acredito que exista um eu lá dentro, um buraco aonde estão todos os meus valores e princípios esperando que eu os acesse através de muita meditação e autoconhecimento. Acredito que fomos estruturados de alguma forma na infância, através das expectativas que foram colocadas em nós, da convivência com as pessoas mais próximas, das histórias que ouvimos dos nossos antepassadas e inundados da lógica como acontecia a dinâmica ao nosso redor, e que dessa forma, fomos nos apropriando de algumas características que nos tornam quem somos agora. Posso ser um pouco extrema, mas hoje não acredito mesmo que nascemos com qualquer bagagem, porque penso que isso essencializa certas características, nos cristaliza e nos dá a ideia de que, de alguma forma, precisamos encontrar lá dentro o lugar aonde moram todas as nossas respostas. Sim, acredito no poder do silêncio e de que devemos nos ouvir para fazer as escolhas que precisamos, mas não acho que essa voz vem de um EU que sempre esteve lá, mas um EU que foi sendo construído e que vai se modificando a cada dia. Atualmente, é nessa fluidez que acredito e numa atenção aos discursos que nos atravessam e numa reflexão do porquê pensamos de determinadas maneiras. Não penso que existam respostas prontas e fáceis, mas acho que vale essa auto reflexão, que deve acontecer não só no silêncio e no descolamento do externo, mas implicada nas dinâmicas que nos influenciaram e nos atravessaram durante a vida. Meu maior exercício hoje vem sendo colocar todas as minhas convicções e gostos em perspectiva. Desde os mais complexos (“em quais pensamentos ainda sou racista e machista?”, por exemplo) aos mais simples (“por que o tamanho dos meus seios me incomoda tanto?”). Procuro não ir para extremos, mas problematizar mesmo meus questionamentos. Não me acho melhor que ninguém por isso e nem acho que essa problematização seja necessária à todos, mas eu Juliana me sinto muito mais satisfeita fundando as minhas escolhas e convicções (depois de ler opiniões direitas, esquerdas, religiosas…) depois de um tempo pensando sobre elas e não agindo na “onda do momento”.

Agora voltando a ideia inicial desse texto (essa introdução já dava um único post).

Já contei os meus caminhos profissionais algumas vezes nos meus blogs antigos, mas como esse é novo e hoje sou outra Juliana contando, resolvi recontar a história por aqui. E também, apesar de saber que algumas pessoas me acompanham desde 2012, acho que a maioria é recente e nem faz ideia sobre tudo o que eu escrevia antes.

Eu sempre curti escrever. Acho que por uma influência da minha mãe, escrevia e como nos tornamos melhores naquilo que praticamos mais, fui aprimorando e desenvolvendo a minha escrita. Porém, nunca pensei que fosse possível aliar o que então era um hobbie à uma escolha profissional. Até cheguei a pensar em cursar Jornalismo, mas como era super influenciada pela opinião dos meus pais (em especial do meu pai), que trabalhavam num ramo completamente diferente, desisti da ideia e passei para o Direito (que possuía possíveis áreas de encaixes com o negócio familiar). Direito porque também sempre fui muito questionadora e cheia de argumentos e a facilidade em escrever também seria útil nessa área. Enfim, aos 17 anos ingressei no curso.

Só um parênteses aqui. Hoje não acho “bom ou ruim” essa influência dos meus pais. Acho que eles deram o seu melhor, me transmitiram aquilo que acreditaram e aceitar (ou não), foi a escolha que eu fiz com 17 anos. Acho super normal os pais influenciarem (direta ou indiretamente) as escolhas dos filhos e essa suposta sucessão de lugares, bens e posições é bem comum. Tipo: “suei para conquistar tudo isso, portanto, nada mais fácil e óbvio do que meus filhos continuarem”. Assim, não perco mais o meu tempo lamentando não ter cursado Jornalismo ou ter passado 5 anos cursando algo que acabei não praticando nem por 1 semana. Juro que hoje enxergo tudo o que aconteceu até aqui como uma espécie de sequência de acontecimentos responsáveis pelo estado em que me encontro hoje. Entendem? Os erros e os acertos me trouxeram aqui e isso é o que hoje me importa.

O mais engraçado é que durante os 5 anos em que cursei Direito, NUNCA pensei em desistir. Inclusive, fui uma aluna muito dedicada, participativa e engajada durante todo o curso. Dentro do Direito, acabei me identificando com á área de Família e Sucessões (que tratam de herança e tal), mas de novo, escolhi me deixar conduzir por um ideal de sucesso e de trabalho que tinham mais proximidade com o negócio da família e segui por outros caminhos.

Vejam bem, respeito quem escolhe uma carreira pelo glamour, pelo poder e para bancar uma vida luxuosa. Mas essa, de verdade, não era eu. Acho que fui me envolvendo com esses ideais, me deixando seduzir pelos títulos, roupas alinhadas, mas com o tempo, fui percebendo que aquilo não era pra mim.

Durante a primeira metade do curso, trabalhei com o meu pai. Ele me oferecia um horário flexível e um bom salário e aquela acomodação me seduzia. Porém, queria muito estagiar na área e assim que voltei de uma temporada nos EUA, comecei estágio no fórum e assim segui, até me formar.

No final de 2008, me formei em Direito com boas notas, 10 no TCC e ainda fui oradora da formatura (escrevi metade do discurso). Nesse momento, queria muito morar fora e como meu pai não andava de avião e não me queria longe, o máximo que consegui, foi morar em São Paulo (minha mãe me apoiava a morar no exterior e até foi numa feira comigo). Claro que para sair de casa, arranjei uma excelente justificativa: uma pós graduação em Direito Tributário na PUC (essa área era super promissora). Em fevereiro de 2009, segui para São Paulo. Hoje consigo perceber que odiei a área e que por puro boicote, não passei na OAB. Nas primeiras férias da pós, vim para Floripa e engravidei do meu então, namorado.

Minha mãe ficou um pouco chateada quando contei, porque ela sabia que filhos geralmente “sobram” para suas mães e eu recém ia iniciar minha carreira profissional (claro que depois ela amou a notícia), mas meu pai ficou muito feliz, porque além de ganhar um neto, aquele era um motivo perfeito para eu ficar na cidade e trabalhar nos negócios da família. E foi o que eu fiz, sem grandes resistências, até 2012.

No começo de 2012, minha mãe sugeriu que eu voltasse para a terapia. Eu me sentia, aparentemente, bem, mas ela disse que como seria um ano importante para mim (eu casaria oficialmente em outubro), seria legal eu voltar para a terapia e ela tinha uma ótima indicação. Hoje consigo perceber que em vários aspectos eu não estava bem. Tinha crises horrorosas de enxaqueca (até aquele momento já tinha feito dois tratamentos), estava bem acima do peso e constantemente tinha crises existenciais. Aliás, até 2012, seguido, eu tinha crises de choro e de tristeza profunda. Já era meio que uma característica minha. Me sentia triste e passava um dia inteiro chorando. Pode parecer que era uma frescura ou coisa do meu signo (sou canceriana), mas me sentia mal mesmo e não conseguia fazer nada.

Assim, em março de 2012 voltei para a terapia e a partir dali, minha vida deu um giro de 360º. Voltei para a psicoterapia individual, mergulhei no livro “Co-dependência nunca mais” (indicado pela minha psicóloga depois de todos os ” meu pai” que ela ouvia nas minhas falas) numa viagem bem intensa que fiz de carro, constelei o tema que me incomodava (que envolvia a tristeza como minha fiel companheira), meus pais se separaram, eu iniciei a terapia em grupo (do livro “Mulheres que correm com os lobos) e no segundo semestre, iniciei um processo de coaching que foi fundamental na escolha por iniciar o curso de Psicologia.

Mas não pensem que 2012 foi um ano fácil. Acho até que foi o ano mais difícil da minha vida. Precisei colocar MUITA coisa para fora, tirar a sujeira de baixo do tapete e externalizar todas as minhas insatisfações e desejos. Meu casamento ficou por um fio, a separação dos meus pais foi bem dolorosa e no meio disso tudo, eu estava organizando a nossa festa de casamento.

Chorei MUITO, sofri MUITO, briguei MUITO…

Como surgiu a escolha pela Psicologia no meio disso tudo? No ano de 2012, escrevi muito. Por conta de todos os processos de autoconhecimento, organizava meus pensamentos escrevendo no blog. Escrevia sobre minhas descobertas na psicoterapia, nas Lobas (terapia em grupo), no coaching…mas sentia que apenas reproduzia as reflexões alheias e comecei a sentir vontade de mais e mais e mais. Assim, durante meu processo de coaching, que durou bastante tempo e ao qual me entreguei bastante (fazia todos os deveres e tal), cheguei à ideia de cursar Psicologia. Gostava de escrever, vinha gostando muito de escrever sobre a vida, sobre as pessoas e seus dilemas, mas queria aprofundar meu conhecimento e tornar aquilo meu caminho profissional.

No verão entre 2012 e 2013, mesmo já matriculada em Psicologia, vivi um período bem complicado. E em 2013, a situação não se alterou muito, principalmente, no primeiro semestre. Porque eu estudava de manhã e à tarde, trabalhava no negócio da família (todos lá em casa, inclusive, meu marido trabalham juntos). Meu pai ainda não reconhecia a minha entrada no curso e a nossa família, que segundo a minha psicóloga, era simbiótica, começava a lidar com uma nova realidade (meus pais separados e eu manifestando um desejo de seguir por outros caminhos).

Enfim, sem entrar em detalhes, em 2013 minha vida começou a fluir mais em direção aos meus objetivos profissionais (foi quando eu iniciei o blog Psicologando). Parei de trabalhar à tarde e fiquei só estudando de manhã, mas para isso, precisei negociar com os meus pais e comigo mesma.

Aliás, esse é um ponto que eu já queria mesmo escrever aqui. Não como uma satisfação, mas para compartilhar como nossas escolhas também envolvem renúncias.

Eu comecei a faculdade e continuei trabalhando no período da tarde, mas não consegui levar assim por muito tempo porque não conseguia estudar (ou sentir prazer nisso), a cada dia, gostava menos do que fazia (trabalhava num setor financeiro) e não tinha tempo para mais nada (filho, marido, casa, meu corpo…). Sim, eu sei que essa é a realidade de muitas pessoas, mas eu sabia que não precisava ser a minha. Compreendo a multiplicidade de contextos, mas aprendi a respeitar e aceitar o meu, sem vergonha (isso demorou muitos anos, confesso).

O fato era que eu precisava escolher se bancaria essa dependência financeira por um tempo, até terminar a faculdade e começar a trabalhar naquilo que eu gosto, ou continuaria trabalhando com o que eu não gostava para ser uma assalariada e “merecedora” daquele dinheiro no final do mês. Não vou dizer que essa escolha foi fácil e rápida. Demorou mais de um ano para eu sentar com os meus pais e dizer, com todas as palavras, que precisava daquela quantia mensal sem trabalhar, efetivamente (só meu marido não daria conta). Acho que toda nossa família foi vivendo esse processo de entender que eu não era feliz em nenhum dos ambientes da empresa da nossa família. Sou a filha mais velha, de pais que batalharam MUUUUUITO para chegar aonde chegaram e que nunca tiveram a possibilidade de escolher, de mudar de direção, de não trabalhar…entendem? Sempre houve muita cobrança, direta e indireta, para que eu sucedesse e ocupasse aquele lugar. Eu também sofri bastante para me apropriar da minha realidade. Tinha quase 30 anos e ainda dependia financeiramente dos meus pais. Hoje falo MUITO DE BOA sobre isso, mas demorou bastante para lapidarmos essa relação. Ninguém hoje finge que eu trabalho ou que um dia eu voltarei a trabalhar…eu não tenho mais receio de piadinhas por parte do meu pai ou vergonha de dispor do meu tempo “livre”. Meus pais, principalmente meu pai, precisou também de tempo para transformar suas convicções. De entender que se ele queria uma filha feliz, precisava entender também que ela não seria feliz trabalhando com o que não gostava. Sempre fui muito criativa, e todos sempre exaltaram isso, mas na hora do vamos ver, essa minha característica era deixada de lado.

Hoje o que eu percebo dos meus pais, e que meu pai fala bastante, é que eles trabalharam muito a vida inteira – meu pai se tornou um pai presente na minha adolescência – então, se eles não puderem utilizar aquilo que conquistaram para auxiliarem as suas filhas, ele não faz muito sentido.

Sou MUITO grata ao trabalho dos meus pais. Afinal, foi ele que me sustentou e me sustenta até hoje. Mas aprendi que até sou herdeira (até porque só falamos em herança, quando alguém morre), mas não preciso ser sucessora.

Nossa, o texto ficou muito longo, mas quis recontar o caminho (até para não esquecer).

De novo, repito o que escrevi lá em cima. Essa é só a minha história, com características bem singulares. Cada um tem a sua.

Não me acho uma heroína porque acredito que por mais que tenha havido uma superação e uma saída de um lugar “cômodo”, eu tinha milhares de facilidades e pais maravilhosos. Conheço amigas que passam necessidades porque seus pais se negam a ajuda-las, por exemplo. Sei lá, cada um com a sua história, mas eu não acho que por regra, precisamos aprender as coisas com muito sacrifício. Se eu puder ajudar os meus filhos num momento em que eles necessitarem, farei com o maior prazer. Ainda mais, que é o caso dos meus pais, quando posso, sem que essa ajuda me falte depois.

De verdade, hoje não tenho vergonha de contar isso. De coração, mesmo. Sei que algumas pessoas devem me julgar, me considerar acomodada ou preguiçosa, mas eu sei (e se não sei, é em terapia que descobrirei) que essa foi uma escolha que eu quis fazer. Com essa ajuda, pude continuar com meu sonho de voltar para a faculdade e pude estar mais presente criando e cuidando dos meus filhos. Esse é outro ponto bem relevante: os meus filhos. Meu pais amam muito os seus netos e sabem como é importante essa fase deles e como a minha vida já é corrida dando conta de todas as demandas. Então, me ajudam ainda com mais prazer.

Procuro não me acomodar e da minha maneira, busco ir me organizando em direção ao meu futuro profissional. Depois de muita terapia, transformei minha relação com o dinheiro (e ainda continuo) e venho pensando qual futuro desejo ter e qual pretendemos transmitir aos nossos filhos. Porque apesar de vivermos uma vida confortável, perto da maioria da população, estamos o tempo todo diferenciando a condição dos nossos pais e a nossa. Isso cabe no nosso orçamento? Isso caberia no nosso futuro orçamento, quando eu estiver iniciando uma carreira? Para os meninos, procuro mostrar que eles podem aproveitar os benefícios oferecidos pelos avós. Não vou privar meus pais e meus sogros de proporcionarem prazeres aos seus netos (coisa que não puderem fazer com os seus filhos), mas estou o tempo todo falando em valores não financeiros, promovendo eventos que não envolvam dinheiro, ressaltando a importância da presença e não do presente.

E assim eu sigo…seguimos…

Aprendendo (com sofrimento ou não), aprimorando nossa relação familiar (quem nos conhece sabe como somos todos MUITO ligados e como precisamos organizar toda essa simbiose) e nos amando.

Almejo muito minha dependência financeira (acho que também não conseguiria depender de marido, mas isso é assunto para outro post) e irei alcança-la, mas para que ela venha sem esforço (no sentido de envolver carga emocional), sem desavenças familiares, sem doenças psicossomáticas, é assim que ela vai acontecendo.

E ah, parece que foi ontem que ainda demoraria 5 A-N-O-S para eu me formar e agora já passei da metade do curso (e ainda tranquei um ano inteiro). O tempo ia passar de qualquer forma e que bom que passou da melhor forma.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos…

Beijos

 

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|SER MÃE é dança, é poesia de amor|

Essa semana, recebi dois recados de leitoras que mencionaram alguns dos meus textos antigos que as ajudaram, de alguma forma. Por isso, resolvi reler alguns para (re)postar por aqui. A maioria não faz mais tanto sentido hoje, porque a cada dia, vou me desconstruindo, mas os que ainda conversam com meus princípios atuais, aparecerão novamente no blog. Começando por esse…

|Ser mãe é dança, é poesia de amor|

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E, então, descobri que eu sou porque eles são. Não que eu viva a minha vida para eles, porque não abro mão de um tempo para mim, mas descobri que por conta deles, tornei-me uma pessoa melhor.

Hoje enxergo a maternidade como um convite da vida para dançarmos. Primeiro nos preparamos, sonhamos, planejamos e treinamos. Num momento, sentimo-nos mais do que prontas, em outro, aquele frio na barriga nos invade e questionamos a nossa capacidade de lidar com aquela situação. Mas não há muito tempo para questionamentos. Certo dia, a natureza nos enxerga mães e nos coloca em cima do palco. Por alguns momentos seremos protagonistas da maior beleza da vida, a transformação de um corpo em dois.

A partir desse instante, somos convidadas a amadurecer, a colocar nosso ego no seu devido lugar e a aprender o verdadeiro significado de doação e amor incondicional. Porque amamos aquela continuação sem qualquer condição ou motivo explicável. Apenas amamos. Um amor que de tão grande, dói, que de tão imenso, transborda. E sorrimos e choramos e nos sentimos perdidas imersas em tanta intensidade. Descobrimos que nada poderia nos preparar melhor do que vivenciar aquilo, ao vivo e a cores. Descobrimos também porque comparam mães com leoas e com polvos. Defenderíamos aquele pequeno ser de uma tropa inteira e carregamos muito mais sacolas do que poderíamos imaginar.

Ser mãe é uma poesia de amor, escrita em contrastantes linhas doces e traços firmes, que escrevemos dia após dia. Entre tropeços e acertos, entre lágrimas de cansaço e risadas bobas, entre a vontade de dar uma volta sozinha e a dor de precisarmos ficar longe por cinco minutos. Ser mãe é ser incoerente e controversa. É, num segundo, ser a mais forte e no outro, a mais sensível. Contemos o choro ao presenciarmos o sofrimento dos filhos e depois, entregamo-nos com o mais banguela dos sorrisos.

Ser mãe é querer acertar, mesmo achando que só está errando. É transmutar do papel de filha para o de mãe. É entender a sua mãe mais do que nunca e a perdoar por tudo aquilo que um dia a condenou. É, mesmo sem perceber ou reconhecer, mais aprender do que ensinar. Porque mesmo já adultas, terminamos de crescer em sintonia com os nossos filhos. Por nos sabermos exemplos, procuramos evoluir, por precisarmos de respostas, saímos em busca das mesmas.

Ser mãe é dar o melhor de si, mesmo sem acreditar que esse tanto é o suficiente. É nunca mais planejar nada, sem primeiro pensar nos filhos. E tudo bem. Ser mãe é esbarrar consigo mesma, com as suas sombras e belezas, enquanto caminha pelo desenvolvimento do seu bem mais precioso. É buscar o equilíbrio mesmo em meio ao caos. É viver constantemente em outra dimensão e precisar ter os dois pés no chão. É se acostumar com imprevistos, é ver o seu coração começando a dar os primeiros passos e desde então, preparar-se para o dia em que ele baterá suas asas.

Ser mãe é se dar, se doar, se doer.

Ser mãe é SER, com toda a sua força, mãe.

Sobre minha comemoração dos 30!

Como para a decoração peguei muitas dicas na internet, quis registrar aqui as dicas da decoração que criei para minha comemoração dos 30. Comecei a organizar tudo na segunda feira antes do aniversário (que foi no sábado), então, pensem na correria. Sorte que no fim, tudo deu mais do que certo.

Busquei inspiração na internet e encontrei uma decoração com preto e branco (que eu AMO) e um pouco de rosa e foi nela que me baseei.

Como queria algo mais intimista (seriam no máximo 20 mulheres), escolhi fazer na sala do apartamento da minha mãe (e não num salão de festa – e na minha casa, ficaria preocupada com outras coisas), que é bem espaçosa e super iluminada.

Seguem algumas fotos da mesa:

Utilizei a mesa de jantar, que é bem grande, para fazer a parte do bolo e tipo um buffet com salgados.

Sobre a decoração:

Baseada na inspiração que mencionei acima, primeiro, fui para o centro procurar o tecido. Queria com listras largas e não achei em algodão. Mas passando na frente de uma loja, vi um tecido exatamente com as listras que queria. Ele era daqueles de forrar sofá e no fim, essa escolha foi perfeita porque ele é mais grosso, não precisa ser passado, eu não precisaria costurar as pontas, o metro era mais barato que o de algodão (algo entre R$ 14,00 o metro) e ainda usarei ele para forrar as almofadas da minha sala que estão super velhas. Também comprei um pedaço de tecido com outro desenho em preto e branco (um pouco mais caro), para forrar um armário da minha mãe e posteriormente, umas almofadas pequenas da minha sala. Super sustentável, né?

Os balões encomendei na Pontual (duram apenas 8 anos por causa do gás) e paguei R$ 3,60 por balão. As flores usei aquelas de “mosquitinho” e comprei duas rosas importadas pink. O porta retrato com a imagem rosa, era o que eu usei na decoração do meu casamento e hoje estava na minha sala, os dois vidrinhos de flores comprei numa loja popular no centro, os pratos dos doces são do meu jogo de louça. Os quadrinhos com as duas frases eram do meu escritório (só escolhi as frases, imprimi e troquei) e a árvore de luz ganhei de dia dos namorados do marido.

De decoração, foi isso que usei e gastei.

Sobre as comidas:

Quis investir num bolo bonito para dar graça à mesa. Escolhi o desenho e encomendei na Lulu Cupcakes. O pé do bolo era da minha mãe.

Os cup cakes encomendei (de novo) da Izabella Buendgens (9809-1545) e o de churros estava sensacional.

Os docinhos, encomendei (de novo) da Kamila Vieira Atelier e mais uma vez, tudo veio impecável (dentro da caixa dos doces veio uma luva de plástico e achei a ideia sensacional, para manusear nos doces com mais higiene).

Os docinhos de churros foram feitos pela Carol Pegoraro Doces Especiais (tem instagram – que atende em Floripa e São Paulo).

Sobre os salgados, como o aniversário estava marcado para às 15hs (para durar bastante tempo e não acabar tão tarde), escolhi servir vários tipos de salgados, pães, torradas, patês…tudo para que as pessoas se servissem e eu não precisasse contratar garçonete ou ficar o tempo todo repondo a mesa.

Os salgados eram da Confeitag (top), eu fiz os patês e comprei as torradinhas e os queijos.

IMG_1611Minha mãe tem uma câmera profissional e eu fiz as fotos da mesa e ela as fotos da festa.

Também fiz um mural com 30 fotos desses 30 anos:

A animação ficou por conta do encontro com as minhas amigas, aquelas mais próximas e que já me acompanham há alguns bons anos.

Minha mãe e irmã foram fundamentais na organização e nos detalhes para que tudo saísse perfeito como saiu. Fora que foram muito generosas em me ceder o espaço…hahaha.

Ah, o pôr do sol foi um show à parte e aproveitamos para tirar várias fotos.

Também fiz minhas amigas pagarem o mico de colocar chapéuzinho…cantamos parabéns e brindamos a minha entrada nos 30.

A caneca foi um presente que eu amei e o massageador da minha mãe foi sucesso (brinquei que foi a lembrancinha da festa).

Perto das 22:00, quando ainda havia algumas amigas (minha mãe e irmã tinham saído para os seus respectivos compromissos), comecei a organizar tudo (só a louça que ficou toda para minha mamis lavar…hahaha…foi ela que mandou). Aí minhas amigas foram embora e meu pai, que chegou mais no final do aniversário, me ajudou a descer com as coisas. Cheguei em casa um pouco cansada, mas mega feliz! João Pedro estava me esperando acordado e eu ainda fiz ele dormir.

Enfim, preparei meu aniversário com muito carinho e curti cada segundo ao lado das minhas amigas queridas!

Beijo beijo

Finalmente, 30!

Finalmente, 30.

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Foto tirada pela minha mãe no sábado.

Como desde sempre prefiro conviver com pessoas com mais idade do que eu (nada velhas) – o que só se acentuou quando me tornei mãe aos 23 – ansiava por dizer que tenho 30.
30!
30 para dar razão a toda a bagagem de vida que trago comigo. Uma faculdade, um relacionamento de 7 anos, um filho de 6, uma segunda faculdade e um filho de 1. Um milhão de Julianas e suas versões.

Chego aos 30 com bagagem, mas nenhuma necessidade de me definir. Se um dia busquei construir uma identidade, hoje só tenho a certeza de que não tenho certeza de nada. Ao invés de me cristalizar, só penso em fluir, em me desconstruir e desapegar. Só não desapego da família – a de origem e a que formei. Ah, a minha família. Desde criança, sonhava em formar uma. Na adolescência, dizia que gostaria de fechar os olhos e já estar mais velha, com meu marido e filhos. Hoje fecho os olhos e quando abro, lá estão meus meninos e meu companheiro da vida. Porém, apesar de ter sonhado, nem nos meus melhores sonhos, imaginaria tudo tão perfeito. Não perfeito de perfeito, mas perfeito de acordo com os meus desejos e depois de muitos desafios, abdicações e acertos. E assim, seguimos…na perfeição das nossas imperfeições.

Aos 30, me olho no espelho e gosto do que vejo. Estou longe de ser o que pedem os padrões surreais de beleza e apesar de, vira e mexe, me distrair e tentar segui-los, gosto do meu corpo. Um corpo que já vivenciou uma infinidade de experiências. Dores e amores, saltos e tropeços, quedas e renascimentos. Um corpo que já atuou, já dançou, já amou, já sofreu. Um corpo que vibra e que se deixa tocar por aquilo que vive.

Um corpo que me permitiu ser mãe pela primeira vez. Que amamentou, produziu muito amor líquido, que cuidou, deu muito colo, ninou e carregou um bebê. Um corpo que sempre expressou meus exageros, minhas limitações, que adoece quando insisto em me calar e que não se separa da minha mente, como defendia Descartes. Um corpo que encontra o seu lugar nos braços daquele que me sustenta quando ameaço cair. Um corpo que me permitiu engravidar pela segunda vez, numa única tentativa. Que me possibilitou parir e renascer e amamentar e viver de novo na pele a intensidade da maternidade.

Peitos caídos, barriga positiva, bunda que denuncia minha preguiça e minha gula e joelhos problemáticos. Mas ainda é um corpo, e é o meu corpo. Meu corpo, que me sustenta e me acompanha há 30 anos.

Chego até aqui muito feliz. Conhecedora das minhas fraquezas, do que me tira o sono e me faz chorar. Consciente de que mesmo com todas as minhas inquietações e pendências, sou uma super privilegiada e abençoada. Grata, grata e grata. Apaixonada pelo movimento da vida e forte. Sensível às nuances da vida, mas forte.

Viajei o suficiente, porque meu lugar preferido no mundo é a minha casa. Gosto de estar entre os meus livros, meus papéis e ter um tempo só para mim. Me organizo, escrevendo e sempre foi assim. Tenho um milhão de pastas de textos datilografados, digitados e escritos à mão. Hoje, o bloco de notas do meu celular denuncia como eu preciso escorrer meus dilemas pelas pontas dos meus dedos. Também estou sempre lendo alguma coisa e em constante reflexão sobre as pessoas, a vida e meus posicionamentos diante dela.

Tenho poucas amigas, mas sempre sou muito entregue às minhas amizades. Acredito que a vida é aquilo que acontece durante os bons encontros.

Aprendi a escolher e aprendi a esperar. Entendi que minhas atitudes são políticas e a cada dia, procuro ser mais coerente com as minhas novas, e sempre revisitadas, ideologias.

Não pensei o que desejo daqui para frente, só tenho certeza de que não tenho grandes ambições materiais. Aliás, hoje meu maior exercício é selecionar o que me é essencial e adequar o meu exterior com o que pede o meu interior. Se é que existem exterior e interior, porque hoje acredito num fluxo constante entre o fora e o dentro, o dentro e o fora. Com 30, e não com 17 como foi da primeira vez, tenho cada vez mais certeza do caminho profissional que estou trilhando. Conhecendo sobre as pessoas, sobre nossas relações, sistemas e sobre mim.Encontrei meu lugar compartilhando uma parte da minha vida com outras pessoas e esse é um dos meus grandes combustíveis, atualmente.

Sigo apaixonada pelas minhas escolhas, pela minha família e por mim. Comprando mais livros do que irei ler, implicando com o meu culote, aprimorando meu feminismo, morrendo de calor e vestindo um pretinho básico.

Sem querer soar clichê, mas não gostaria de voltar no tempo.

Assumo meus infinitos cabelos brancos, minhas estrias e minhas poucas rugas, porque elas refletem aquilo que a soma dos anos me trouxeram de mais importante: maturidade, sabedoria e vivências.

30 anos!
30 voltas ao sol.
30 invernos.
30 mil motivos para estar muito feliz por chegar aqui.

E que venham mais 30!

(Achei que não encontraria tempo e inspiração para esse texto por conta das atuais demandas, mas ontem à noite sentei na cama e escrevi tudo no bloco de notas do celular. Que bom!).

50 fatos sobre mim!

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Precisava de uma foto para ilustrar e esbarrei nessa, aonde me acho muito gata – já que o texto é cheio de vaidade!

Ai, como gostamos de falar de nós mesmos, né?

Depois de acompanhar uma brincadeira que rolou no Facebook, resolvi resgatar um post do meu antigo blog, aonde dividi 50 fatos/coisas sobre mim. O mais legal foi que depois dessa postagem, algumas amigas (próximas, até), vieram me dizer que não sabiam sobre alguns dos fatos. Acho impressionante como conhecemos pouco aqueles que conhecemos.

Então, lá vai (o que eu percebi que mudei – o texto foi escrito em julho de 2014 – comentei entre parênteses):

1) O meu nome foi escolhido por conta do mês em que nasci, julho.

2) Com 15 dias de vida, fui para a UTI por causa de um forte refluxo e quase morri.

3) Não me considero uma pessoa fresca, mas não suporto mexer em resto de comida e O-D-E-I-O tirar o lixo (já melhorei, mas lixo fora de casa, não mexo nem por decreto).

4) Tenho uma memória maravilhosa. Lembro de detalhes da minha infância, o nome dos colegas e lembro do rosto de todas as pessoas que já conheci. Por isso, quando encontro alguém, nunca cobro que a pessoa também me reconheça, porque sei que isso é uma facilidade minha e não de todo mundo (depois da maternidade, a memória vem falhando bastante).

5) Não quis colocar o sobrenome do meu marido e sou casada pelo regime de separação total de bens.

6) Por vezes, sou uma pessoa chata e MUITO reclamona, mas acho que já melhorei bastante (depois do segundo filho e de voltar a não dormir, piorei muito).

7) Não suporto falar no telefone. Sempre desligo quando a outra pessoa ainda está dando tchau (agora, adoro áudios do whats, apesar de odiar minha voz).

8) Sempre fui considerada MUITO sincera, para o bem e para o mal. Hoje, sou bem mais controlada e não pratico mais o “sincericídio”.

9) Já fiz curso de pintura de caixas e pratiquei essa arte por muito tempo da minha vida. Inclusive, já fiz um dinheiro com isso.

10) Me considero uma pessoa bem engraçada. Talvez um tanto irônica e sarcástica, mas sempre faço brincadeiras que fazem as pessoas rir.

11) Quando criança, sofria por ser baixinha (tenho 1,58). Durante um tempo, não queria mais ir para a Escola por causa da gozação. Hoje, juro que não ligo para isso. E uso pouco salto.

12) Fiz plástica no nariz com 16 anos, mas pensei muito antes de fazer. Até na psicóloga eu fui, a pedidos da cirurgiã.

13) Nunca me atraso e sou extremamente rigorosa com horários. Se chego na hora de um compromisso, já me considero atrasada (continuo britânica, mesmo com um bebê).

14) Já dei aula de inglês para crianças carentes, aos 18 anos e essa foi uma das melhores experiências da minha vida.

15) Dancei balé durante 9 anos e já apresentei um solo com sapatilha de ponta. Parei por uma lesão em um dos tendões.

16) Não gosto muito de aparecer em foto, mas amo registrar os momentos. Já pensei até em ser fotógrafa.

17) Não gosto de chocolate. Como de vez em quando, mas não faço questão nenhuma. Minha comida preferida é qualquer coisa com queijo.

18) Com 19 anos fui morar em uma cidadezinha na Califórnia chamada Running Springs, sem conhecer ninguém além da mulher que me entrevistou para o emprego e que hoje eu digo que é minha mãe americana.

19) No final da minha primeira gravidez, cheguei a 83kgs. Parecia uma bola de tão inchada. Odeio minhas fotos dessa fase (só gosto das do book que eu fiz com uma fotógrafa).

20) Amo vestir preto, mesmo quando estou num peso legal e mesmo sendo a pessoa mais encalorada que eu já conheci. Sinto mais calor do que as minhas colegas na menopausa!!!!!

21) Já vendi bijuteria e perfume, apesar de dizer que não sei vender nada nessa vida.

22) Mesmo não gostando muito do Direito, morro de saudades de trabalhar na Vara de Sucessões e acompanhar os dramas familiares na hora de partilhar a herança.

23) Já cantei na igreja e não era em um coral. Sempre choro quando escuto corais cantando.

24) Sou MUITO ciumenta e preciso trabalhar isso em terapia (dei uma melhorada, mas se sinto qualquer desconfiança, meto a boca no trombone e faço barraco).

25) Sou muito ligada à cheiros.

26) Tenho mania de organização e limpeza. Já fui diagnosticada com um princípio de TOC…hahaha (continuo pirada e em dia de crises, expulso todos e arrumo a casa).

27) Não gosto de muita claridade e na minha casa, tenho abajur até no banheiro.

28) Sou super curiosa quando vejo acidentes. Não tenho problema em ver sangue e tenho até uma pasta no meu computador com aquelas fotos horrorosas de acidentes (mudei muito e hoje não vejo mais quase nada para não fomentar essas divulgações ou alimentar minha alma com essas imagens).

29) Adoro ouvir Paula Fernandes e alguns cantores bregas. E canto alto, sozinha no carro ou no chuveiro.

30) Queria ter feito Medicina e assisto todos os seriados relacionados ao tema.

31) Fico bêbada MUITO rápido.

32) Sem demagogias, odeio maconha, principalmente, o cheiro.

33) Não consigo guardar dinheiro e estou sempre com a conta zerada (putz….).

34) Adoro a Renner e um parcelamento (só piorei. Parei de parcelar, mas a Renner…).

35) Tenho muitas espinhas e isso me incomoda DEMAIS (igual ainda).

36) Todas as minhas plantas morrem. Inclusive, os meus cactos, aqueles que mal precisam de água.

37) Sou insegura com relação aos meus textos. Leio e releio mil vezes antes e depois de postar.

38) Xingo muito no trânsito. Já melhorei muito depois que meu filho nasceu, mas ainda me irrito bastante.

39) Já fui muito mentirosa e por isso hoje, odeio mentir. Não gosto da sensação de uma possível descoberta.

40) Daria um dedo para voltar um dia na minha infância. Sou nostálgica e quando estou na minha cidade natal, faço um tour por onde morei, onde estudei, onde brinquei…

41) O meu cabelo é MUITO liso e eu não gosto muito disso, já que tenho poucas possibilidades de mudanças no visual. Ah, e eu tenho MUITOS cabelos brancos. Quando  mostro para as pessoas, elas ficam chocadas.

42) Sou mega controladora. Se bobear, viro mãe do meu marido (só piorei depois do segundo filho).

43) Já fui muuuuito chorona. Hoje, sinto até falta das lágrimas quando acontece algo emocionante (continuo me emocionando pouco e passou vergonha por não chorar nas apresentações dos filhos na escola).

44) NUNCA durmo à tarde. Aliás, não gosto de dormir porque sinto que estou perdendo um tempo precioso (hoje gostaria de dormir à noite – José ás vezes ainda dorme mal – mas continuo não conseguindo dormir à tarde, só se estiver quase morrendo).

45) Me arrependo de muitas coisas que fiz na adolescência, mas sei que elas me trouxeram lições importantes.

46) Sou mega caseira e troco qualquer programa para ficar em casa (só piorei).

47) Tomo banho MUITO rápido (lavo o cabelo todos os dias) porque não tenho paciência de ficar muito tempo dentro de um banheiro.

48) Não sou muito boa em guardar segredos.

49) Adoro fofocar com as minhas amigas sobre a vida alheia.

50) Me sinto culpada por, às vezes, escrever coisas que nem eu mesma consigo fazer.

Adorei reler e perceber que mudei em alguns aspectos!

Para quem quiser ler a postagem original, que contém várias fotos que ilustras os fatos, é só clicar AQUI.

Beijos