|SER MÃE é dança, é poesia de amor|

Essa semana, recebi dois recados de leitoras que mencionaram alguns dos meus textos antigos que as ajudaram, de alguma forma. Por isso, resolvi reler alguns para (re)postar por aqui. A maioria não faz mais tanto sentido hoje, porque a cada dia, vou me desconstruindo, mas os que ainda conversam com meus princípios atuais, aparecerão novamente no blog. Começando por esse…

|Ser mãe é dança, é poesia de amor|

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E, então, descobri que eu sou porque eles são. Não que eu viva a minha vida para eles, porque não abro mão de um tempo para mim, mas descobri que por conta deles, tornei-me uma pessoa melhor.

Hoje enxergo a maternidade como um convite da vida para dançarmos. Primeiro nos preparamos, sonhamos, planejamos e treinamos. Num momento, sentimo-nos mais do que prontas, em outro, aquele frio na barriga nos invade e questionamos a nossa capacidade de lidar com aquela situação. Mas não há muito tempo para questionamentos. Certo dia, a natureza nos enxerga mães e nos coloca em cima do palco. Por alguns momentos seremos protagonistas da maior beleza da vida, a transformação de um corpo em dois.

A partir desse instante, somos convidadas a amadurecer, a colocar nosso ego no seu devido lugar e a aprender o verdadeiro significado de doação e amor incondicional. Porque amamos aquela continuação sem qualquer condição ou motivo explicável. Apenas amamos. Um amor que de tão grande, dói, que de tão imenso, transborda. E sorrimos e choramos e nos sentimos perdidas imersas em tanta intensidade. Descobrimos que nada poderia nos preparar melhor do que vivenciar aquilo, ao vivo e a cores. Descobrimos também porque comparam mães com leoas e com polvos. Defenderíamos aquele pequeno ser de uma tropa inteira e carregamos muito mais sacolas do que poderíamos imaginar.

Ser mãe é uma poesia de amor, escrita em contrastantes linhas doces e traços firmes, que escrevemos dia após dia. Entre tropeços e acertos, entre lágrimas de cansaço e risadas bobas, entre a vontade de dar uma volta sozinha e a dor de precisarmos ficar longe por cinco minutos. Ser mãe é ser incoerente e controversa. É, num segundo, ser a mais forte e no outro, a mais sensível. Contemos o choro ao presenciarmos o sofrimento dos filhos e depois, entregamo-nos com o mais banguela dos sorrisos.

Ser mãe é querer acertar, mesmo achando que só está errando. É transmutar do papel de filha para o de mãe. É entender a sua mãe mais do que nunca e a perdoar por tudo aquilo que um dia a condenou. É, mesmo sem perceber ou reconhecer, mais aprender do que ensinar. Porque mesmo já adultas, terminamos de crescer em sintonia com os nossos filhos. Por nos sabermos exemplos, procuramos evoluir, por precisarmos de respostas, saímos em busca das mesmas.

Ser mãe é dar o melhor de si, mesmo sem acreditar que esse tanto é o suficiente. É nunca mais planejar nada, sem primeiro pensar nos filhos. E tudo bem. Ser mãe é esbarrar consigo mesma, com as suas sombras e belezas, enquanto caminha pelo desenvolvimento do seu bem mais precioso. É buscar o equilíbrio mesmo em meio ao caos. É viver constantemente em outra dimensão e precisar ter os dois pés no chão. É se acostumar com imprevistos, é ver o seu coração começando a dar os primeiros passos e desde então, preparar-se para o dia em que ele baterá suas asas.

Ser mãe é se dar, se doar, se doer.

Ser mãe é SER, com toda a sua força, mãe.

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