Como você pode fazer diferente?

Como você pode fazer diferente?

07.13-04

            Se no último texto eu falei sobre medo, hoje escolhi escrever sobre criatividade, essa habilidade fundamental e vital, ainda mais em tempos de crise.

Já acreditei que ser criativo era um dom, mas como venho desconstruindo essa coisa de essência, de características inatas, hoje acredito que a criatividade é um potencial existente em todas as pessoas e pode aparecer com bastante exercício e dedicação.

Via de regra, percebo que tendemos à acomodação. Fazemos sempre tudo igual, comemos sempre as mesmas coisas, percorremos sempre os mesmos caminhos…até o dia em que algo nos impede de continuar no modo automático e nos vemos obrigados a pensar em novos modos de vida. Nessa hora, ou surtamos e insistimos em repetir os velhos formatos ou aproveitamos a oportunidade e nos perguntamos: Como posso fazer diferente?

Como você pode fazer diferente?

Elizabeth Gilbert, autora do best seller “Comer, rezar e amar”, em seu novo livro, “Grande magia: vida criativa sem medo”, diz que “viver criativamente” não significa que “você precisa virar poeta e ir morar no topo de uma montanha na Grécia”, mas você “viver uma vida mais motivada pela curiosidade do que pelo medo”.

Eu também não acho que a criatividade só é importante quando manifestada em grandes feitos, como obras de arte ou obras literárias. Podemos ser criativos no dia a dia e nas tarefas mais simples. Nosso poder de criação pode surgir num jantar feito com o que temos na geladeira, numa comemoração de aniversário em época de contenção de despesas ou numa maneira alternativa de resolver nossos velhos dilemas.

Indo um pouco mais além, ao deixar a criatividade fluir, também podemos criar novas rotinas, novos hábitos, novos jeitos de ser, de escolher e de viver.

Agora você pode estar se perguntando: “mas como deixar que o meu potencial criativo surja?”. Bom, a criatividade, mesmo quando presente em momentos de tensão e crise, precisa de espaço para poder aparecer. Primeiro, precisamos estar presentes naquilo que estamos fazendo. Como você pode pensar em formas alternativas para solucionar seus problemas, se está pensando em outra coisa? Também é preciso exercitar a sensibilidade diante da vida e dos desafios. Deixarmo-nos tocar pelos problemas e colocar luz diante das encruzilhadas.

Um processo de criação é como o preparo de uma comida. Precisamos estar ali, presentes, dedicando tempo, experimentando, mexendo, cozinhando e precisamos de fogo, de desejo, para produzirmos algo que irá nos alimentar. Criatividade é isso, é alimento para a nossa alma.

Portanto, pense comigo, como você pode fazer diferente?

Texto originalmente publicado no jornal Folha do Oeste de 12/08/16.

 

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