O que você fez com o seu ano?

O que você fez com o seu ano?

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Estamos a cada dia mais próximos do final do ano e, tenho certeza, que logo começarão as lamentações sobre como ele passou voando.

Mas será, será que ele passou voando ou estávamos distraídos demais para notar o seu andar?

Assisti uma palestra algum tempo atrás, aonde escutei que a todos nós, são dadas 24 horas todos os dias e cabe a cada um, utiliza-las da forma como desejar. A partir dessa escuta, passei a me perguntar: o que eu faço com as minhas e com todas as possibilidades que me são oferecidas? Como aproveito meus minutos, horas e dias? Resolvi, então, estender esse questionamento ao ano porque ele também passa igual para todos. Porém, enquanto alguns preenchem os 365 dias que lhes são dados, com novas amizades, mudanças, desafios, viagens, livros e pessoas, durante o mesmo punhado de semanas e meses, outros continuam, exatamente, no lugar de onde partiram! Não se desafiam, mergulham alienados e inertes numa rotina monótona, adiam mudanças e encontram milhares de desculpas para continuarem os mesmos.

Portanto, todos tiveram 365 dias a partir do primeiro dia de janeiro passado, e o que diferenciou as pessoas durante esse período, foi o que cada uma fez com aquilo que lhe foi dado.

Confesso que não entendo quem vive reclamando quando dezembro se aproxima, como se alguém houvesse lhe roubado os dias. Talvez seja por hábito ou por parecer importante você se mostrar ocupado ao dizer que o tempo passou voando, mas pense, o que você estava fazendo de tão automático que nem percebeu o relógio correr? Ou por que você atribui ao tempo a responsabilidade pelo modo como tratou o seu passar?

Eu, ao contrário de muitas pessoas, não acho que o tempo passou voando porque reconheço e respeito TUDO o que me aconteceu nesse ano que vem chegando ao fim. Olhando para trás, consigo enumerar milhares de experiências importantes que vivi nos últimos meses. Concluí duas fases do curso de Psicologia, participei de outros cursos, vi meus filhos crescerem, meu bebê aprender a andar e falar, viajei para o exterior… Mas nem só de grandes eventos, um ano é feito. Nesses meses, também mudei de ideias, me frustrei, me desconstruí e aprendi lições importantes. Claro que vivi dias e semanas que voaram no meio da rotina que me engoliu, mas não vou focar ou resumir a minha vida, naquilo que me faltou ou naquilo que não teve tanta relevância.

E você? Consegue listar tudo o que fez e o que aconteceu na sua vida em 2016? Será que mesmo depois de fazer essa lista, você vai continuar dizendo que o tempo passou rápido demais?

Assim, deixo esse texto como um convite à reflexão sobre o que você estava fazendo enquanto o relógio andava com os seus ponteiros ou um convite para que você olhe para trás como uma forma de reconhecer tudo o que você fez nesses últimos meses, ao invés de ficar por aí resmungando sobre a passagem do tempo.

Lembre-se que esse compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, como já diria Caetano, estará para sempre presente na nossa vida, então, que não sejamos controlados ou escravos dele. Que o controlemos, no sentido de saber como bem utilizá-lo.

Ah, e você ainda tem uns dias antes de 2016 chegar ao fim.

Faça bom proveito!

Texto publicado, originalmente, no jornal Folha do Oeste no dia 08/10/16.

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