Eu ia voltar, São Paulo

Eu ia voltar, São Paulo

16344471_850391735102475_2050095362_n

Li em algum lugar que ontem foi aniversário de São Paulo e procurei um texto que escrevi uma vez sobre a importância dessa cidade na minha vida, mas não achei.

Só que achei uma vontade de escrever de novo sobre ela e achei uma saudade do que vivi quando morei lá e um tanto de fotos, que me fizeram ficar acordada até tarde, viajando em cada uma delas e escrevendo esse texto.

São Paulo foi a minha rota de fuga assim que me formei em Direito. Queria fazer uma especialização fora do Brasil e meu pai me mandou para lá. Eu ia só no segundo semestre de 2009, mas depois de me desiludir e terminar o rolo com o meu então namorado (e atual marido), antecipei a ida para o primeiro. Que seria o único.

Observação: depois que eu antecipei, voltamos, começamos a namorar e assim permanecemos, a distância (nós víamos quase todo final de semana).

São Paulo tem total relação com a reviravolta que a minha vida deu e que me trouxe até esse exato momento, em que às 2 da manhã escrevo e finalizo esse texto (juro que não lembro a última vez que fui dormir essa hora).

Lembro até hoje do Marco me levando no aeroporto, no dia em que eu fui pra ficar (depois, ele levou minhas coisas de carro). Lembro do nascer do sol no avião e da saudade que eu já sentia de tudo que estava deixando. Mal sabia, que estava saindo de casa para, praticamente, não voltar, já que quando eu voltei de férias, engravidei e em seguida, fui morar com o Marco.

Portanto, foi em São Paulo que eu vivi a primeira e única experiência de morar totalmente sozinha. Meu primeiro endereço, nos três primeiros meses, foi um flat em Perdizes (ou Barra Funda, dependia a correspondência, mas o primeira é mais chique) e minhas principais lembranças lá, envolvem os jogos do Palmeiras, que aconteciam exatamente na frente do meu prédio e que eu assistia de vez em quando do terraço, junto com uma mega câmera da Globo.Em alguns dias, os jogos me alegravam, com seus barulhos invadindo meu quarto silencioso, mas na maioria, me irritavam e me atrapalhavam os estudos. De lá, também lembro de um taxista que tinha o ponto na frente do meu prédio e que me atendeu várias vezes. Um querido, foi quase meu terapeuta. A última vez que o vi, ele estava me levando para Congonhas no dia em que eu voltava de férias pra cá. Passei o caminho inteiro brigando e chorando no telefone com o Marco. Aliás, brigar, chorar e falar no telefone com o Marco, foram algumas das coisas que eu mais fiz em São Paulo.

Também lembro da sensação de precisar me virar numa cidade que, às vezes, dá medo. De ir quase todo dia no shopping Bourbon (que ficava do outro lado da rua) para estudar na Livraria Cultura e não me sentir tão sozinha. Estranhos me faziam companhia, já que eu nunca encontrava NINGUÉM conhecido, coisa que demorei até me acostumar, porque aqui na minha cidade, basta botar o pé pra fora de casa…oi, tudo bom? No Bourbon, eu também fazia minhas compras no supermercado, que precisavam ser carregadas com muito custo até em casa, já que nenhum taxista aceitaria uma corrida que só desse a volta na quadra.

Também lembro da volta do cursinho LFG à noite e o teatro que eu fazia para que o taxista achasse que tinha alguém me esperando em casa. Mas não tinha. E essa era a pior parte de estar lá. Chegar em casa e não ter ninguém. Aquele silêncio. O barulho de chave no corredor, mas que não era pra mim. Chorei vááááárias vezes por causa disso. Até o dia em que eu conheci a minha vizinha do aspirador. Meu flat tinha carpete e quem me conhece sabe que sou doida por uma faxina, mas eu não tinha aspirador. Um dia, chegando em casa, escutei minha vizinha de porta usando um e toquei lá para pedir emprestado. Sim, eu fiz isso e que ótimo que eu fiz isso porque fiquei amiga dessa vizinha e ela me fez muita companhia enquanto eu morei na rua Turiassú (foi pra ela que deixei tudo o que eu tinha na geladeira antes de me mudar para o apartamento da minha amiga nos Jardins). A Graca (Graciella Starling) é mineira e na época, tinha uma marca de acessórios. Sempre muito estilosa e determinada, hoje está colhendo os frutos de tanta dedicação com seus chapéus que enfeitam as cabeças de MUITAS famosas (sempre fico feliz de ver o trabalho dela em filmes, novelas, carnavais e capas de revistas). Um tempo atrás, jantamos aqui em Floripa, mas faz tempo que não nos falamos.

No meu último mês de São Paulo, saí da Turiassú e fui morar (de graça!!!!!!) nos Jardins, mais especificamente, na Alameda Ministro Rocha Azevedo, entre a Itú e a Jaú. Sempre amei aquele bairro, com suas árvores e padarias e fui muito feliz no mês que morei lá com a Dani. Ela foi minha professora na PUC e ficamos tão amigas, que ela me convidou pra morar com ela no meu último mês antes de voltar de férias para Floripa. Aliás, a Dani foi muito mais do que uma amiga (tanto que ela já apareceu por aqui porque ainda somos muito amigas até hoje). Foi minha mãe quando precisei de uns puxões de orelha (ela ainda me chama de filha, e agora tenho dois irmãos mais novos) e me buscava em casa (antes de eu morar com ela) quando a solidão era grande e quando eu quase morria de chorar porque o Marco não me atendia. Nunca vou esquecer do dia que ela me disse: Você já percebeu que parece que você nunca chegou em São Paulo?

A Dani me levou e buscou na prova da OAB, me emprestou o carro dela, me apresentou os melhores restaurantes (aonde aprendi que paulista divide a conta, independente se eu escolhi o prato mais barato porque não tinha muito dinheiro), me dava aula particular de Direito Tributário e me fazia companhia tanto para assistir Sex and the City, como pra sair para o bar (coisa que as duas caseiras nem gostavam de fazer)! Ah, ela também me levou para passar o final de semana na (baita) casa de uma amiga numa praia quase particular que só chegava de balsa (tão particular que não lembro o nome). Nesse dia, ela tirou uma foto minha falando no telefone com o Marco, já que ali era o único lugar que pegava celular. Claro que eu e ela brigamos, principalmente pelo tanto que ela me irritava com a sua preguiça matinal. A Dani não funcionava de manhã. Acordava depois de muitas sacudidas (ela me dava carona pra PUC) e mal conversava antes do meio dia. Mas os desentendimentos foram tão pequenos que até hoje, ela tem um espaço gigante dentro do meu coração.

Apesar de hoje ter certeza de que eu não tenho nada a ver com Direito Tributário, fui muito feliz na PUC. Lembro de passar pelo minhocão, no caminho para a pós, dentro do táxi. São Paulo ainda estava acordando (a foto do nascer do sol é da minha janela, num desses dias) e eu me sentia muito bem de estar ali. Sempre tinha que explicar para o taxista que iria para a Avenida Consolação, mas que não, não era no Mackenzie. Era um pouco mais pra frente, à esquerda. Pode me deixar aqui do outro lado da avenida. Consolação e sua vida própria. Movimento logo cedo, esquinas lotadas e correria para atravessar na faixa. Ali aprendi a não ser atropelada e a pegar ônibus. Isso quando não rolava carona com a Carol até a Paulista, aonde eu pegava o metrô até a Vila Madalena, descia, pegava um ônibus para descer a Pompéia e caminhar até em casa. Lembro de alguns colegas da pós. De nome, só da Carol, da Flávia, do Mário e do Roberto, ali da foto, que era empresário do Chiclete com Banana e pegava o avião toda segunda e quarta para assistir as aulas. Eu nunca perdia a oportunidade de chamar ele e cantar “Chicleeeeete, oba, oba” (única parte da única música que conheço). Também lembro das salas com cheiro de velho e das vezes que fui na PUC em Perdizes e sentia vontade de morar naquela biblioteca gigantesca. Monte Alegre. Aquele monte de livro é que me deixava alegre.

Também tiveram as saídas com a Flávia (que agora também é blogueira famosa), que insistia em me tirar de casa e gastar uma grana indo até o Morumbi. Mas ela me levou pra ver o Vik Muniz e foi muito legal. Aliás, eu levei ela, dirigindo o carro do seu namorado, num passeio que foi muito louco. E cheio de fotos, o que era a cara da Flávia.

Também tiveram os almoços com meus tios e primos, que todo domingo me resgatavam e me davam a sensação de ter uma família, mesmo naquela cidade que como eu disse antes, às vezes, dá medo.

Também tiveram as visitas do Marco, nossa ida para Maresias, ao Museu do Futebol, ao Terças Insanas. A primeira vez que meu sogro e meu pai se conheceram, na Família Mancini, cenário de muitos outros encontros, tendo sido o último, em julho passado, quando fomos nós dois sozinhos para São Paulo, comemorar meus 30 anos e 3 dias sem os filhos.

São Paulo, São Paulo, São Paulo.

Eu ia voltar. Já tinha alugado um quarto no apartamento de uma amiga de uma amiga, já estava rematriculada na PUC (mensalidade paga!) e tinha um estágio num escritório. Tinha deixado todas as minhas coisas na casa da Dani e a certeza da minha volta, mas nunca voltei. Nem para buscar minhas coisas, que foram trazidas por um caminhão de mudança e nem para o Direito, que aproveitei para abandonar nesse pacote todo.

Eu ia voltar, São Paulo, mas João Pedro mudou meus planos e hoje eu sei, que essa foi a melhor mudança que poderia ter acontecido.

São Paulo, São Paulo, São Paulo.

Eu volto, porque eu te amo, mas só para passear por você, bem. Te usar, comer, visitar minhas livrarias preferidas e meus paulistas queridos e depois voltar para o meu lugar preferido no mundo: o abraço da minha família, nascida e construída aqui.

 

Anúncios

|Sobre verão, memórias, coisas simples da vida…ou sobre o tempo|

Sobre verão, memórias, coisas simples da vida…ou sobre o tempo

fotografia-documental-da-familia-pinheiro-scoz-249

Foto: Renata Larroyd

 

Passamos a temporada de verão aqui em Jurerê há muitos anos e cada ano teve a sua peculiaridade. Dos mais recentes, lembro o que eu estava grávida do João e tudo ainda era muito novidade. Também lembro de um verão muito difícil, às vésperas de eu entrar na faculdade de Psicologia, aonde eu sentia uma angústia gigante e quase nem me aguentava. No seguinte, o Marco se recuperava de uma cirurgia no quadril e era o primeiro em que meus pais já não estavam mais casados. No verão retrasado, vivi um dos melhores períodos da minha vida, a espera pelo José. Mesmo super grávida, lidando com as restrições da diabetes e ficando uma boa parte do tempo, sozinha por aqui com o João, eu me sentia disposta, me preparava para o parto normal e curtia minha doce espera.

Cada estadia por aqui me desperta algo diferente e me faz precisar desenvolver alguma capacidade. Resiliência, paciência, determinação, malemolência. Aqui vivo momentos de alegria e de muito cansaço. Mas tudo num tempo diferente e eu acho que esse é o grande diferencial de passar um período fora do lugar aonde você vive a “sua vida”. Não mudar apenas de espaço, mas também a maneira como se vive e se conta (ou não) o tempo. Isso acontece quando viajamos para o exterior ou para a casa de um parente querido. Quando sentimos desejo de mudar de lugar, não é só de outro lugar que estamos precisando, mas de outro tempo.

Confesso que sofro um pouco com esse tempo diferente. Com a falta de rotina e de horários. Cada dia, uma atividade diferente, um estímulo novo para os meninos. Avós, tia, tio, visitas, vizinhos. Cafés coletivos, almoços emprestados, jantares que não tem hora para acabar. Barulho, cachorros latindo, buzinas, fogos estourando de repente. Controlo os horários o máximo que consigo, mas chega um momento em que eu desisto. Aqui estou sempre muito cansada (fisicamente), porque apesar de estarmos de “férias”, eu não descanso. Há sempre algo por fazer ou um José para cuidar.

Mas vim aqui dizer que pensando sobre o tempo, concluí que talvez seja isso que ficará registrado na memória dos meninos, assim como ficou na minha. Não a quantidade de tempo que passamos aqui, porque eu não lembro se passávamos um dia ou um mês de férias no Rincão, quando eu era pequena e ainda assim, foi lá que eu vivi uma grande parte das melhores memórias da minha infância. O tempo a que eu me refiro é o tempo com a família, é esse tempo em que não há escola ou grandes compromissos. Em que a mãe está quase sempre presente. Ou o pai, ou a vó, ou a tia. Que o que importa é a gelatina que está na geladeira, os almoços com a mesa cheia, a casa barulhenta (eu adorava dormir com a porta aberta ouvindo o barulho das pessoas da casa). Esses momentos em que de repente, aparece alguém ou uma mesa posta ou um bolo gostoso. Nada que envolve grandes luxos, porque as melhores memórias são aquelas mais simples. O fogão que faz o bolo, acende com fósforo (outro cheiro que lembra demais minhas passagens pela minha antiga casa de praia) e a nossa sala tem poucos móveis (aqueles que ninguém mais precisou).

Bem assim.

Claro que como tudo na vida, esses momentos duram um tempo e chega um tempo em que precisamos voltar para o tempo de sempre. Em duas semanas (olha eu contando o tempo), voltamos para a “cidade”, com a nossa rotina, nossos horários e compromissos. Aonde nem sempre há tempo para fazer um bolo e aonde a vó e a tia não estão na porta ao lado. Mas isso também é bom porque tudo que é gostoso dura o tempo que precisa durar para continuar sendo gostoso.

Pensando bem, o lado bom do tempo da cidade, que parece correr mais depressa, é que logo chega a nova temporada e uma nova oportunidade de viver um tempo aonde temos tempo.

Sobre amar os filhos

Sobre amar os filhos

fotografia-documental-da-familia-pinheiro-scoz-100

Certa vez, ouvi que você dizer que ama o seu filho, tem pouco efeito na vida dele porque crianças percebem a vida muito mais através de demonstrações e exemplos práticos. Claro que é importante você lhe dar um abraço apertado e dizer o quanto o ama, mas também é muito importante você demonstrar esse amor através de gestos, como por exemplo: sentar para escutar (não apenas ouvir), com real interesse, sobre o sonho que ele teve ou a ideia para um novo desenho, deixar de fazer o que você está fazendo, por alguns minutos, para mergulhar na brincadeira dele, explicar com amor e calma porque ele não pode continuar se comportando de determinada maneira, acolher as suas angústias e entender que ele não lhe desafia por maldade, mas por ainda desconhecer sobre ele e seus sentimentos confusos. Entende? Porque não adianta você não lhe dedicar momentos do dia, estando presente e disponível para ele, estar sempre irritad@, gritanto, alterad@ e de repente, olhar para ele e dizer: “Te amo, meu filho”. É como receber mensagens truncadas, que não se conectam. Óbvio que em alguns dias faremos isso, porque estaremos cansados ou com algum problema sério a ser resolvido, mas na maior parte do tempo, precisamos ter esse cuidado de não esperarmos das crianças uma capacidade de compreensão para além das que elas tem disponível.

Esse vem sendo (mais) um super exercício para mim nos últimos tempos, demonstrar que amo meus filhos para além de só ficar repetindo isso para eles. Colocar em gestos, em olhares, em escolhas, todo o amor que eu desejo que eles percebam que eu tenho para lhes oferecer.

Novos hábitos para novos começos

Novos hábitos para novos começos

novos-habitos-para-fazer-acontecer

2017 começou e o que eu mais vi pela internet, foram expectativas para que ele seja melhor do que foi 2016. Sem querer ser mensageira de más notícias ou uma ducha de água fria nas expectativas alheias, mas sinto informar que 2017 será exatamente como o ano que acabou, caso VOCÊ continue o mesmo.

Claro que existe um ar de novidade na chegada de um novo ano. Parece que ficamos um pouco mais motivados com a possibilidade de começar de novo, de colocar nossas metas em prática, mas toda essa motivação, se não for renovada e estimulada ao longo do ano, logo desaparece e voltamos a esperar que no próximo ano, algo se transforme.

Eu, em todo mês de janeiro, coloco-me a refletir sobre o que pretendo melhorar ao longo do meu ano. Minha primeira ação prática acontece ainda no final do ano anterior. Sempre separo uma semana para organizar todos os armários da minha casa, como uma forma de, física e emocionalmente, deixar espaço livre para que o novo possa aparecer. Tiro tudo, separo o que quero que fique e o que posso passar adiante, por que como podemos esperar pelo novo se não damos espaço para ele?

E isso também pode ser feito com as estruturas que nos sustentam. Não concordo com teorias que dizem que dá para recomeçarmos do zero. Desde que nascemos vamos enchendo nossa bagagem e não dá para simplesmente largarmos ela e adquirirmos uma nova. O que podemos fazer é olhar para “dentro” na busca de nos desfazermos daquilo que não precisamos mais. Isso inclui hábitos, convicções, atividades e relações que não fazem mais sentido.

Desde que aprendi numa aula de Antropologia no começo da faculdade de Psicologia que, às vezes, devemos estranhar o familiar e nos familiarizarmos com o estranho, procuro fazer esse exercício com certa frequência. Quais são meus hábitos? Quais os aspectos da minha vida que passam despercebidos porque já me são familiares? Também na faculdade, aprendi sobre o problema de naturalizarmos o psicológico, como se já nascêssemos com todas as nossas características. Ideia essa que, portanto, as torna imutáveis. Não, somos uma construção! Somos produtos e produtores do meio e se podemos aprender, podemos desaprender e aprender diferente.

Gosto muito de uma fala da Eliane Brum, que diz que “é preciso ser capaz de olhar para nós mesmos com estranhamento para que possamos enxergar possibilidades que um olhar viciado tornaria invisíveis. Esse é o processo de se desconhecer como uma forma mais profunda de se conhecer. Para novamente se desconhecer, e assim por diante. Exige muita coragem. Porque dá um medo danado“.

Assim, quem sabe o exercício de se estranhar não seja o que está lhe faltando para, de verdade, viver um novo ano. Estranhar-se, perceber-se como um quebra-cabeça que foi se montando ao longo da sua existência. Quais peças já não lhe servem mais? Quais precisam sair dali porque não foi você quem as colocou? Quais espaços precisam ficar livres para que você possa seguir um novo caminho?

Eu precisei me desconstruir e deixar espaços livres para que o novo pudesse chegar até mim. Como disse, não acredito que possamos “recomeçar do zero”. Isso é utopia, já que carregaremos toda a nossa bagagem de vida para onde formos. Nossos erros, nossas conquistas e as lições advindas deles, mas acredito que sim, é possível recomeçar.

Desde que deixemos espaço para tanto.

E desde que pratiquemos novos hábitos, para novos começos!

Texto originalmente publicado no Jornal Folha do Oeste no dia 14/01/17.