As fases da vida

As fases da vida

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Trabalhando como coach e conversando com pessoas próximas, percebo como muitas vezes, elas fantasiam que não estão fazendo “nada de importante na vida”, simplesmente, porque não estão realizando grandes objetivos. Então, sempre me pergunto: Por que nos sentimos mal quando nos julgamos estagnados? Que obrigação é essa de estarmos sempre produzindo algo, aparentemente, grandioso?

É claro que como uma otimista em exercício e como coach e estudante de Psicologia, acredito e trabalho na construção de objetivos grandes e na busca de sentidos para a vida, daqueles que nos desafiam e nos tiram da mal falada “zona de conforto”, mas também acredito e confio nos momentos de transição e em sonhos que possam parecer “pequenos”, a princípio. Sobre isso até já escrevi uma mensagem que diz assim: “Conforta e anima lembrar que toda árvore, até a mais frondosa e centenária, um dia foi apenas uma pequena semente”. Semente que foi plantada e regada e regada e cuidada e regada…entende?

Costumamos olhar para grandes construções e esquecer do tempo e do processo que envolveu cada etapa da sua realização. E assim também acontece com a nossa vida. Sonhos demandam cuidado, espera, um saber lidar com as intempéries, imprevistos e as necessidades de cada estação. A semente não vira uma árvore da noite para o dia e se queremos, de fato, plantar um sonho e colher a realização dele, precisamos aprender a respeitar as fases da vida. Saber aceitar e esperar. Cuidar e regar.  O sonho, às vezes, pode parecer pequeno e insignificante ou, em alguns momentos do processo de amadurecimento dele, pode parecer que você está estagnado, mas não se deixe enganar e conseguinte, desanimar.

Mas por que estou falando sobre isso, hoje? Desde criança, sou movida pela escrita e sempre tive como sonho, escrever num jornal impresso. Aos 17 anos, meu desejo era cursar Jornalismo, mas por circunstâncias da vida, acabei seguindo outros caminhos. Porém, quando temos um sonho, por mais que nos afastemos por um tempo, nossas escolhas dão um jeito de nos aproximar dele, novamente. Mesmo tendo cursado Direito e como opção de segunda graduação, Psicologia, eis que há um ano, surgiu a oportunidade de escrever por aqui. E essa foi uma das minhas pequenas sementes que plantei nos últimos tempos. Semente que germinou e que agora, precisa crescer por outros espaços. Fui muito realizada nesse período em que colaborei no jornal e jamais esquecerei a oportunidade que me foi dada.

Às vésperas do dia das mães, iniciei minha colaboração no Jornal Folha do Oeste e às vésperas do dia das mães, um ano depois, encerro esse ciclo.

Sigo escrevendo, plantando e cuidando dos meus sonhos. Torço para que você também cuide dos seus.

Texto publicado originalmente no Jornal Folha do Oeste em 13/05/17

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