Sobre minha comemoração dos 30!

Como para a decoração peguei muitas dicas na internet, quis registrar aqui as dicas da decoração que criei para minha comemoração dos 30. Comecei a organizar tudo na segunda feira antes do aniversário (que foi no sábado), então, pensem na correria. Sorte que no fim, tudo deu mais do que certo.

Busquei inspiração na internet e encontrei uma decoração com preto e branco (que eu AMO) e um pouco de rosa e foi nela que me baseei.

Como queria algo mais intimista (seriam no máximo 20 mulheres), escolhi fazer na sala do apartamento da minha mãe (e não num salão de festa – e na minha casa, ficaria preocupada com outras coisas), que é bem espaçosa e super iluminada.

Seguem algumas fotos da mesa:

Utilizei a mesa de jantar, que é bem grande, para fazer a parte do bolo e tipo um buffet com salgados.

Sobre a decoração:

Baseada na inspiração que mencionei acima, primeiro, fui para o centro procurar o tecido. Queria com listras largas e não achei em algodão. Mas passando na frente de uma loja, vi um tecido exatamente com as listras que queria. Ele era daqueles de forrar sofá e no fim, essa escolha foi perfeita porque ele é mais grosso, não precisa ser passado, eu não precisaria costurar as pontas, o metro era mais barato que o de algodão (algo entre R$ 14,00 o metro) e ainda usarei ele para forrar as almofadas da minha sala que estão super velhas. Também comprei um pedaço de tecido com outro desenho em preto e branco (um pouco mais caro), para forrar um armário da minha mãe e posteriormente, umas almofadas pequenas da minha sala. Super sustentável, né?

Os balões encomendei na Pontual (duram apenas 8 anos por causa do gás) e paguei R$ 3,60 por balão. As flores usei aquelas de “mosquitinho” e comprei duas rosas importadas pink. O porta retrato com a imagem rosa, era o que eu usei na decoração do meu casamento e hoje estava na minha sala, os dois vidrinhos de flores comprei numa loja popular no centro, os pratos dos doces são do meu jogo de louça. Os quadrinhos com as duas frases eram do meu escritório (só escolhi as frases, imprimi e troquei) e a árvore de luz ganhei de dia dos namorados do marido.

De decoração, foi isso que usei e gastei.

Sobre as comidas:

Quis investir num bolo bonito para dar graça à mesa. Escolhi o desenho e encomendei na Lulu Cupcakes. O pé do bolo era da minha mãe.

Os cup cakes encomendei (de novo) da Izabella Buendgens (9809-1545) e o de churros estava sensacional.

Os docinhos, encomendei (de novo) da Kamila Vieira Atelier e mais uma vez, tudo veio impecável (dentro da caixa dos doces veio uma luva de plástico e achei a ideia sensacional, para manusear nos doces com mais higiene).

Os docinhos de churros foram feitos pela Carol Pegoraro Doces Especiais (tem instagram – que atende em Floripa e São Paulo).

Sobre os salgados, como o aniversário estava marcado para às 15hs (para durar bastante tempo e não acabar tão tarde), escolhi servir vários tipos de salgados, pães, torradas, patês…tudo para que as pessoas se servissem e eu não precisasse contratar garçonete ou ficar o tempo todo repondo a mesa.

Os salgados eram da Confeitag (top), eu fiz os patês e comprei as torradinhas e os queijos.

IMG_1611Minha mãe tem uma câmera profissional e eu fiz as fotos da mesa e ela as fotos da festa.

Também fiz um mural com 30 fotos desses 30 anos:

A animação ficou por conta do encontro com as minhas amigas, aquelas mais próximas e que já me acompanham há alguns bons anos.

Minha mãe e irmã foram fundamentais na organização e nos detalhes para que tudo saísse perfeito como saiu. Fora que foram muito generosas em me ceder o espaço…hahaha.

Ah, o pôr do sol foi um show à parte e aproveitamos para tirar várias fotos.

Também fiz minhas amigas pagarem o mico de colocar chapéuzinho…cantamos parabéns e brindamos a minha entrada nos 30.

A caneca foi um presente que eu amei e o massageador da minha mãe foi sucesso (brinquei que foi a lembrancinha da festa).

Perto das 22:00, quando ainda havia algumas amigas (minha mãe e irmã tinham saído para os seus respectivos compromissos), comecei a organizar tudo (só a louça que ficou toda para minha mamis lavar…hahaha…foi ela que mandou). Aí minhas amigas foram embora e meu pai, que chegou mais no final do aniversário, me ajudou a descer com as coisas. Cheguei em casa um pouco cansada, mas mega feliz! João Pedro estava me esperando acordado e eu ainda fiz ele dormir.

Enfim, preparei meu aniversário com muito carinho e curti cada segundo ao lado das minhas amigas queridas!

Beijo beijo

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Finalmente, 30!

Finalmente, 30.

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Foto tirada pela minha mãe no sábado.

Como desde sempre prefiro conviver com pessoas com mais idade do que eu (nada velhas) – o que só se acentuou quando me tornei mãe aos 23 – ansiava por dizer que tenho 30.
30!
30 para dar razão a toda a bagagem de vida que trago comigo. Uma faculdade, um relacionamento de 7 anos, um filho de 6, uma segunda faculdade e um filho de 1. Um milhão de Julianas e suas versões.

Chego aos 30 com bagagem, mas nenhuma necessidade de me definir. Se um dia busquei construir uma identidade, hoje só tenho a certeza de que não tenho certeza de nada. Ao invés de me cristalizar, só penso em fluir, em me desconstruir e desapegar. Só não desapego da família – a de origem e a que formei. Ah, a minha família. Desde criança, sonhava em formar uma. Na adolescência, dizia que gostaria de fechar os olhos e já estar mais velha, com meu marido e filhos. Hoje fecho os olhos e quando abro, lá estão meus meninos e meu companheiro da vida. Porém, apesar de ter sonhado, nem nos meus melhores sonhos, imaginaria tudo tão perfeito. Não perfeito de perfeito, mas perfeito de acordo com os meus desejos e depois de muitos desafios, abdicações e acertos. E assim, seguimos…na perfeição das nossas imperfeições.

Aos 30, me olho no espelho e gosto do que vejo. Estou longe de ser o que pedem os padrões surreais de beleza e apesar de, vira e mexe, me distrair e tentar segui-los, gosto do meu corpo. Um corpo que já vivenciou uma infinidade de experiências. Dores e amores, saltos e tropeços, quedas e renascimentos. Um corpo que já atuou, já dançou, já amou, já sofreu. Um corpo que vibra e que se deixa tocar por aquilo que vive.

Um corpo que me permitiu ser mãe pela primeira vez. Que amamentou, produziu muito amor líquido, que cuidou, deu muito colo, ninou e carregou um bebê. Um corpo que sempre expressou meus exageros, minhas limitações, que adoece quando insisto em me calar e que não se separa da minha mente, como defendia Descartes. Um corpo que encontra o seu lugar nos braços daquele que me sustenta quando ameaço cair. Um corpo que me permitiu engravidar pela segunda vez, numa única tentativa. Que me possibilitou parir e renascer e amamentar e viver de novo na pele a intensidade da maternidade.

Peitos caídos, barriga positiva, bunda que denuncia minha preguiça e minha gula e joelhos problemáticos. Mas ainda é um corpo, e é o meu corpo. Meu corpo, que me sustenta e me acompanha há 30 anos.

Chego até aqui muito feliz. Conhecedora das minhas fraquezas, do que me tira o sono e me faz chorar. Consciente de que mesmo com todas as minhas inquietações e pendências, sou uma super privilegiada e abençoada. Grata, grata e grata. Apaixonada pelo movimento da vida e forte. Sensível às nuances da vida, mas forte.

Viajei o suficiente, porque meu lugar preferido no mundo é a minha casa. Gosto de estar entre os meus livros, meus papéis e ter um tempo só para mim. Me organizo, escrevendo e sempre foi assim. Tenho um milhão de pastas de textos datilografados, digitados e escritos à mão. Hoje, o bloco de notas do meu celular denuncia como eu preciso escorrer meus dilemas pelas pontas dos meus dedos. Também estou sempre lendo alguma coisa e em constante reflexão sobre as pessoas, a vida e meus posicionamentos diante dela.

Tenho poucas amigas, mas sempre sou muito entregue às minhas amizades. Acredito que a vida é aquilo que acontece durante os bons encontros.

Aprendi a escolher e aprendi a esperar. Entendi que minhas atitudes são políticas e a cada dia, procuro ser mais coerente com as minhas novas, e sempre revisitadas, ideologias.

Não pensei o que desejo daqui para frente, só tenho certeza de que não tenho grandes ambições materiais. Aliás, hoje meu maior exercício é selecionar o que me é essencial e adequar o meu exterior com o que pede o meu interior. Se é que existem exterior e interior, porque hoje acredito num fluxo constante entre o fora e o dentro, o dentro e o fora. Com 30, e não com 17 como foi da primeira vez, tenho cada vez mais certeza do caminho profissional que estou trilhando. Conhecendo sobre as pessoas, sobre nossas relações, sistemas e sobre mim.Encontrei meu lugar compartilhando uma parte da minha vida com outras pessoas e esse é um dos meus grandes combustíveis, atualmente.

Sigo apaixonada pelas minhas escolhas, pela minha família e por mim. Comprando mais livros do que irei ler, implicando com o meu culote, aprimorando meu feminismo, morrendo de calor e vestindo um pretinho básico.

Sem querer soar clichê, mas não gostaria de voltar no tempo.

Assumo meus infinitos cabelos brancos, minhas estrias e minhas poucas rugas, porque elas refletem aquilo que a soma dos anos me trouxeram de mais importante: maturidade, sabedoria e vivências.

30 anos!
30 voltas ao sol.
30 invernos.
30 mil motivos para estar muito feliz por chegar aqui.

E que venham mais 30!

(Achei que não encontraria tempo e inspiração para esse texto por conta das atuais demandas, mas ontem à noite sentei na cama e escrevi tudo no bloco de notas do celular. Que bom!).